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O que é DeCripto? Entenda a nova declaração de criptoativos da Receita Federal

A DeCripto é a nova declaração de criptoativos da Receita Federal. Ela substitui a IN RFB 1.888/2019, amplia o reporte de operações com criptomoedas e aumenta a capacidade de cruzamento de dados entre investidores, exchanges, prestadores de serviços e plataformas que atuam no mercado cripto.

A DeCripto é uma das mudanças mais relevantes na fiscalização de criptoativos no Brasil. Tão importante quanto saber o que é criptomoedas? Ou como comprar criptomoedas?

Ela não cria um novo imposto sobre criptomoedas.

Mas muda a forma como a Receita Federal passa a receber, organizar, comparar e cruzar informações sobre operações com ativos digitais, como por exemplo da corretora Binance.

Durante anos, a orientação básica para investidores foi simples: cripto precisa declarar.

Essa frase continua verdadeira.

Mas ficou incompleta.

Com a DeCripto, a pergunta deixa de ser apenas se o contribuinte declarou suas criptomoedas no imposto de renda.

A pergunta passa a ser:

o que a Receita Federal já recebeu sobre essas operações?

Essa é a virada.

A DeCripto inaugura um modelo mais padronizado, detalhado e compatível com o novo cenário global de fiscalização de criptoativos.

Clique aqui para falar com a Declare Cripto.

Resumo rápido: o que muda com a DeCripto?

A DeCripto muda a qualidade e a profundidade das informações enviadas à Receita Federal sobre criptoativos. O foco deixa de ser apenas informar operações isoladas e passa a permitir um cruzamento mais completo entre dados de investidores, exchanges, prestadores de serviços e demais participantes do mercado.

Principais mudanças:

  • substituição da IN RFB 1.888/2019;
  • maior detalhamento das operações com criptoativos;
  • padronização das informações enviadas à Receita Federal;
  • maior foco em operações realizadas em exchanges estrangeiras;
  • aumento da capacidade de cruzamento de dados;
  • alinhamento com padrões internacionais de fiscalização.

Na prática, a Receita Federal passa a enxergar o mercado de criptoativos com muito mais precisão, reduzindo a margem para erros, omissões e inconsistências.

O que é a DeCripto?

A DeCripto é a nova declaração de criptoativos da Receita Federal. Trata-se de uma obrigação acessória, ou seja, uma obrigação de prestar informações ao Fisco, e não de um novo imposto.

Seu objetivo é modernizar o reporte das operações com ativos digitais, permitindo que a Receita Federal receba dados mais completos sobre movimentações, saldos, participantes, plataformas utilizadas e demais informações relevantes para a fiscalização.

Quanto maior a qualidade das informações recebidas, maior a capacidade de cruzamento entre os dados declarados pelos contribuintes e aqueles enviados por terceiros.

O que muda em relação à IN RFB 1.888/2019?

A IN RFB 1.888/2019 foi o primeiro marco regulatório de reporte mensal de operações com criptoativos no Brasil. Desde então, o mercado evoluiu significativamente, com o crescimento de exchanges estrangeiras, carteiras próprias, stablecoins, staking, DeFi e outras modalidades de operação.

A DeCripto foi criada justamente para acompanhar essa evolução, ampliando o nível de detalhamento das informações e tornando o modelo de fiscalização mais compatível com a realidade atual.

Tema IN RFB 1.888/2019 DeCripto
Natureza Obrigação acessória Obrigação acessória
Objetivo Informar operações Modernizar e ampliar o reporte
Abrangência Operações mensais Operações, saldos e informações complementares
Fiscalização Cruzamento limitado Cruzamento muito mais abrangente
Cria novo imposto? Não Não

O principal avanço não está na criação de novas obrigações tributárias, mas na ampliação da capacidade de fiscalização da Receita Federal.

Qual a relação entre a DeCripto e a Lei 14.754/2023?

Embora frequentemente citadas em conjunto, a DeCripto e a Lei nº 14.754/2023 tratam de assuntos diferentes.

A DeCripto define quais informações devem ser enviadas à Receita Federal sobre operações com criptoativos.

Já a Lei 14.754/2023 estabelece regras de tributação para determinadas aplicações financeiras e ativos mantidos no exterior.

Na prática, as duas normas se complementam. Enquanto uma amplia o fluxo de informações para o Fisco, a outra disciplina como determinados ganhos e rendimentos devem ser tributados.

Quem será impactado pela DeCripto?

Investidores

A DeCripto afeta tanto investidores quanto empresas que atuam com ativos virtuais.

Quem investe em criptomoedas precisará manter um histórico completo das operações realizadas, especialmente quando utiliza diferentes exchanges ou realiza movimentações entre carteiras.

É recomendável manter organizados:

  • extratos;
  • custo de aquisição;
  • histórico de compras e vendas;
  • transferências entre carteiras;
  • operações realizadas no exterior;
  • documentação de suporte.

Quanto mais organizado estiver esse histórico, menor o risco de inconsistências futuras.

Exchanges e empresas

Para exchanges, VASPs e demais empresas do setor, a DeCripto reforça a necessidade de processos sólidos de compliance e governança de dados.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • qualidade das informações reportadas;
  • conciliação de operações;
  • identificação correta dos usuários;
  • trilhas de auditoria;
  • classificação das operações;
  • controles internos.

O reporte fiscal deixa de ser apenas uma obrigação operacional e passa a fazer parte da estrutura de governança da empresa.

A DeCripto cria imposto sobre criptomoedas?

Não.

A DeCripto não cria qualquer novo imposto sobre criptomoedas.

Ela apenas amplia a obrigação de prestar informações à Receita Federal.

Os tributos continuam sendo apurados conforme a legislação vigente, incluindo as regras aplicáveis ao Imposto de Renda, ganho de capital e demais normas tributárias.

O que muda é a capacidade da Receita Federal de verificar se as informações declaradas são compatíveis com os dados recebidos de outras fontes.

Por que a DeCripto aumenta o risco de malha fina?

Com a DeCripto, a Receita Federal passa a receber informações mais detalhadas sobre operações realizadas por investidores e empresas.

Isso permite cruzar dados entre:

  • declarações do contribuinte;
  • informações enviadas por exchanges;
  • movimentações financeiras;
  • saldos;
  • operações realizadas no exterior;
  • documentos fiscais.

Assim, o risco deixa de estar apenas na ausência de declaração e passa também a envolver divergências, informações incompletas ou falta de documentação que comprove a origem e o histórico dos ativos.

Como se preparar para a DeCripto?

A melhor forma de se preparar é manter todas as operações organizadas e documentadas.

Para investidores

  • baixar os extratos de todas as exchanges;
  • revisar custos de aquisição;
  • conferir saldos;
  • organizar transferências entre carteiras;
  • revisar declarações anteriores;
  • manter documentação de suporte.

Para empresas

  • revisar processos internos;
  • validar cadastros e informações;
  • conciliar operações e saldos;
  • revisar os leiautes de reporte;
  • manter trilhas de auditoria e documentação técnica.

Antecipar essa organização reduz riscos e facilita o cumprimento das novas obrigações.

Conclusão

A DeCripto representa uma evolução na fiscalização dos criptoativos no Brasil. Ela não cria novos tributos, mas amplia significativamente a qualidade das informações recebidas pela Receita Federal e sua capacidade de cruzamento de dados.

Para investidores, isso significa que manter um histórico organizado das operações deixa de ser apenas uma boa prática e passa a ser essencial.

Para exchanges e empresas do setor, a DeCripto reforça a importância da governança, da qualidade dos dados e do compliance fiscal.

Quanto antes essa organização for implementada, menor será o risco de inconsistências e maior será a segurança no relacionamento com o Fisco.

Precisa organizar suas operações com criptomoedas ou adequar sua empresa às novas exigências da Receita Federal? Fale com a equipe da Declare Cripto e descubra como simplificar esse processo com segurança e tecnologia.

Perguntas Frequentes

O que é a DeCripto?

A DeCripto é a nova obrigação acessória da Receita Federal para ampliar o reporte de informações sobre operações com criptoativos. Ela substitui a IN RFB nº 1.888/2019.

A DeCripto cria um novo imposto sobre criptomoedas?

Não. A DeCripto não cria novos tributos. Ela moderniza a forma como as informações sobre operações com criptoativos são enviadas à Receita Federal.

Quem será impactado pela DeCripto?

Investidores, exchanges, VASPs e empresas que atuam com ativos virtuais serão impactados pelas novas exigências de reporte e organização das informações.

Qual a diferença entre a DeCripto e a IN RFB nº 1.888/2019?

A DeCripto amplia o detalhamento das informações enviadas à Receita Federal, aumenta a capacidade de cruzamento de dados e atualiza o modelo de fiscalização para a realidade atual do mercado.

Binance começará a reportar operações de brasileiros à Receita Federal em julho de 2026

A maior exchange do mundo passará a enviar dados de usuários brasileiros à Receita. A mudança marca uma nova fase da fiscalização cripto no Brasil.

A Binance começará a reportar operações de brasileiros à Receita Federal a partir de julho de 2026.

A informação consta em comunicado da própria Binance, que esclareceu que passará a reportar mensalmente as transações dos usuários conforme a IN RFB nº 2.291/2025, norma que instituiu a DeCripto.

Na prática, a Binance começará a reportar operações de brasileiros dentro do novo modelo de prestação de informações da Receita Federal. Até junho de 2026, o usuário continua obrigado a declarar criptomoedas no modelo da IN RFB nº 1.888/2019.

A notícia é relevante porque muda a lógica do jogo.

A partir de agora, a Receita Federal não dependerá apenas do que o investidor declarar. Ela também receberá dados da própria exchange.

O recado é simples.

A operação pode estar em uma exchange estrangeira. Mas o investidor brasileiro continua no radar da Receita.

O que muda na prática

A Binance informou que passará a enviar mensalmente as transações dos usuários brasileiros conforme a DeCripto.

Isso não significa que o investidor perde sua responsabilidade.

Mesmo com o reporte da exchange, o contribuinte continua responsável por organizar suas operações, apurar resultados e declarar ganhos conforme as regras da Lei nº 14.754/2023.

Também continua responsável por operações realizadas fora da Binance, como movimentações em outras exchanges, carteiras próprias, DeFi, autocustódia, transferências internacionais e demais operações que não estejam integralmente cobertas pelo reporte da plataforma.

A exchange informa uma parte relevante da operação.

Mas quem responde pela integridade das informações continua sendo o contribuinte.

DeCripto: menos espaço para divergência

A DeCripto amplia a capacidade de cruzamento da Receita Federal ao trazer informações mais frequentes, padronizadas e comparáveis sobre operações com criptoativos — não apenas de exchanges locais, mas também de exchanges estrangeiras, empresas de cartão de crédito, gateways de pagamento, provedores de PIX e demais participantes do fluxo financeiro digital.

O risco, portanto, deixa de estar apenas em não declarar.

Passa também a estar em declarar de forma incompleta, divergente ou sem documentação suficiente.

Esse é o ponto central.

O mercado cripto deixou de operar em um ambiente de informação isolada.

Agora, a informação é cruzada.

O que isso significa para o investidor

A mudança não deve ser lida como pânico.

Deve ser lida como realidade.

A maior exchange do mundo passará a reportar brasileiros à Receita Federal, independentemente da vontade do usuário.

Isso reduz o espaço para improviso.

E aumenta a importância de histórico, consistência e rastreabilidade.

Quem opera cripto precisa saber o que comprou, vendeu, transferiu, apurou e declarou.

Não basta ter saldo.

É preciso ter histórico.

Como a Declare Cripto ajuda

A Declare Cripto foi criada exatamente para esse cenário.

A plataforma ajuda o investidor a consolidar operações, organizar carteiras, calcular preço médio, apurar resultados e gerar relatórios com base em dados estruturados.

Não se trata apenas de preencher uma declaração.

Trata-se de construir lastro patrimonial e consistência.

Em um ambiente de DeCripto, reportes mensais e cruzamento automatizado, essa consistência deixa de ser conveniência.

Vira proteção.

Conclusão

A Binance começará a reportar operações de brasileiros à Receita Federal em julho de 2026.

Esse é o fato.

A maior exchange do planeta passará a integrar o fluxo de informações fiscais do investidor brasileiro.

A Receita receberá dados da plataforma.

O contribuinte continuará responsável pela apuração, declaração e comprovação das suas operações.

Organizar agora é melhor do que corrigir depois. É melhor prevenir, do que remediar.

Perguntas Frequentes

Quando a Binance começará a reportar operações de brasileiros à Receita Federal?

A Binance informou que passará a reportar mensalmente as operações dos usuários brasileiros a partir de julho de 2026, conforme as regras da DeCripto.

O reporte da Binance substitui a obrigação de declarar criptomoedas?

Não. O contribuinte continua responsável por organizar suas operações, apurar resultados e cumprir suas obrigações fiscais.

A Receita Federal receberá informações apenas da Binance?

Não. A DeCripto amplia o fluxo de informações recebidas pela Receita Federal, incluindo dados de diferentes participantes do mercado financeiro digital.

Operações fora da Binance também precisam ser controladas?

Sim. Movimentações em outras exchanges, carteiras próprias, DeFi, autocustódia e transferências continuam sendo responsabilidade do investidor.

O Prazo do IR 2026 Acabou. Mais de 1,4 Milhão Caíram na Malha Fina: Suas Criptos Estão Seguras?

O Prazo do IR 2026 Acabou. Mais de 1,4 Milhão Caíram na Malha Fina: Suas Criptos Estão Seguras?

O relógio zerou. O dia 29 de maio marcou o fim do prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda 2026. Se você respirou aliviado após enviar a sua ou se perdeu o prazo e deixou para depois, é bom apertar os cintos. O jogo com a Receita Federal mudou, e as regras estão mais rígidas do que nunca, especialmente para quem investe em criptoativos.

Os números não mentem: mais de 1,4 milhão de contribuintes já caíram na malha fina logo na largada deste ano. E entre os principais motivos, a divergência de dados e a omissão de operações com ativos de renda variável lideram o ranking.

Se você operou Bitcoin, altcoins ou se aventurou em DeFi nos últimos anos, este artigo é um alerta máximo. Entenda o que a Receita já sabe sobre você, os riscos do famoso “imposto dedo-duro” e a estratégia exata para blindar seu patrimônio agora mesmo.

O “Imposto Dedo-Duro” e o Fim do Anonimato

Muitos investidores ainda acreditam no mito de que a Receita Federal é “cega” para o mercado cripto. Isso não poderia estar mais longe da realidade.

Existe um mecanismo pouco conhecido, apelidado de “imposto dedo-duro” (um recolhimento simbólico de 0,005% em operações financeiras), cuja principal função é sinalizar à Receita que houve movimentação.

E esse monitoramento só está ficando mais sofisticado.

Hoje, corretoras nacionais já reportam dados diretamente ao Fisco — e as internacionais seguem o mesmo caminho. Exchanges como a Binance, por exemplo, operam como entidades estrangeiras e, até junho de 2026, os próprios usuários ainda são responsáveis por reportar suas transações (IN 1.888/2019).

Mas isso muda: a partir de julho de 2026, essas plataformas passarão a reportar automaticamente as operações dos usuários à Receita (IN 2.291/2025), eliminando de vez qualquer expectativa de anonimato.

Além disso, as regras atuais seguem a Lei nº 14.754/2023 e a IN nº 2.180/2024, que reforçam a obrigatoriedade de declarar rendimentos com criptoativos, inclusive aqueles mantidos no exterior.

Na prática, a Receita cruza dados para montar um “raio-x” das suas movimentações. Se você movimentou R100 mil em cripto, mas declarou apenas R 10 mil (ou omitiu lucros), a conta não fecha.

E quando há divergência, o destino é um só: malha fina.

O Perigo da “IA Genérica” na Hora de Declarar

Com a popularização da Inteligência Artificial, muita gente tentou facilitar a vida jogando o histórico de trades em ferramentas como ChatGPT para calcular o ganho de capital ou tentar entender as regras de isenção.

Mas especialistas e a própria dinâmica do Fisco dão o alerta: usar IA genérica para preencher o imposto de renda é um atalho direto para a malha fina.

A legislação tributária brasileira para criptoativos tem particularidades severas (swaps, permutas, limites de R$ 35 mil mensais, airdrops, staking). Uma IA não treinada com dados fiscais específicos pode, e vai , ter “alucinações”, calculando impostos incorretos ou omitindo obrigações acessórias. Na hora da auditoria, você não poderá culpar o robô. A multa vai para o seu CPF.

Perdeu o Prazo (29 de maio) ou Declarou com Dúvida? A Estratégia de Redução de Danos

Se você está no grupo dos que perderam o prazo ou dos que enviaram a declaração “de qualquer jeito” só para evitar a multa inicial, existem duas estratégias fundamentais que precisam ser executadas o mais rápido possível:

1. Para quem não entregou: Corra para declarar (e assuma a multa mínima)

Entregar em atraso gera uma multa (que começa em R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido), mas não entregar é muito pior. A omissão sujeita você ao cancelamento do CPF, bloqueio de contas bancárias e juros compostos altíssimos. Envie o quanto antes para estancar o sangramento.

2. Para quem enviou com erros: A Retificadora Preventiva

Se você omitiu carteiras, não declarou lucros ou lançou os valores de forma incorreta por não saber consolidar suas operações, você ainda tem uma janela de ouro.

A Declaração Retificadora permite que você conserte as informações antes que a Receita envie uma intimação oficial. Depois que o Fisco notificar você, a opção de corrigir espontaneamente acaba, e as multas punitivas de ofício (que podem chegar a 75% ou 150% do valor do imposto) entram em cena.

A Solução Definitiva: Como a Declare Cripto blinda suas operações

Investir em cripto já exige tempo, estudo e controle emocional. Ficar horas cruzando planilhas, calculando DARF e tentando desvendar um relatório técnico não deveria ser o seu trabalho.

É exatamente por isso que a Declare Cripto revolucionou o mercado.

Com mais de 160 integrações via API, entre corretoras, blockchains e carteiras, você não precisa mais se preocupar em interpretar gráficos complexos ou decifrar a lei.

Tudo isso em dashboards de controle patrimonial e paineis demonstrativos de movimentações, lucros e impostos a recolher. Além de toda documentação necessária para você fazer o seu Imposto de renda de forma privada, segura e eficiente.

Não seja parte dos 1,4 milhão deCPFs travados pela Receita Federal este ano.

A janela de regularização e retificação está aberta, mas ela não dura para sempre. Antecipe-se ao Fisco.

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Receita Federal intensifica cruzamento de dados de Pix e cripto na malha fina

A fiscalização da Receita Federal sobre os contribuintes brasileiros está cada vez mais sofisticada. Com o uso intensivo de cruzamento de dados e inteligência automatizada, informações provenientes de Pix, instituições financeiras e operações com criptoativos passaram a alimentar de forma direta os sistemas que detectam inconsistências no Imposto de Renda.

O resultado é um ambiente de monitoramento mais rigoroso, no qual divergências entre renda declarada, patrimônio e movimentação financeira podem levar o contribuinte rapidamente à malha fina.

Cruzamento massivo de dados financeiros

A Receita Federal recebe informações detalhadas de diversas fontes, incluindo bancos, corretoras e registros oficiais. Esses dados são integrados aos sistemas de análise do governo, que conseguem comparar automaticamente o padrão de renda declarado com o comportamento financeiro real do contribuinte.

Um dos instrumentos centrais desse monitoramento é a e-Financeira, mecanismo que obriga instituições financeiras a informar saldos, operações e outros dados relevantes de seus clientes ao Fisco. Movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada podem gerar alertas automáticos.

Pix também entra no radar fiscal

Com a popularização dos pagamentos instantâneos, as plataformas financeiras e fintechs passaram a seguir regras mais rígidas de reporte ao Banco Central e à Receita Federal.

Transações acima de determinados limites ou movimentações consideradas atípicas podem ser analisadas pelos sistemas de fiscalização. Essa integração reduz significativamente a possibilidade de operações financeiras passarem despercebidas pelos órgãos tributários.

Criptoativos sob vigilância crescente

O mercado de criptomoedas também está dentro do alcance dessa fiscalização. Corretoras nacionais são obrigadas a fornecer dados sobre identidade dos usuários e valores negociados.

Além disso, operações realizadas em exchanges no exterior também devem ser declaradas. A omissão dessas informações pode gerar inconsistências detectadas automaticamente pelo cruzamento de dados patrimoniais e financeiros.

Segundo especialistas tributários, a Receita consegue acompanhar a evolução patrimonial do contribuinte e comparar esse crescimento com os dados declarados no Imposto de Renda, aumentando a capacidade de detectar irregularidades envolvendo ativos digitais.

Patrimônio e transações imobiliárias também entram na análise

Além de dados bancários e financeiros, o Fisco também utiliza informações provenientes de cartórios e registros públicos, como a Declaração de Operações Imobiliárias (DOI).

Quando uma compra ou venda de imóvel é registrada, os sistemas podem avaliar se o contribuinte possui renda compatível com aquela aquisição. Divergências nesse processo também podem levar à malha fina, inclusive anos depois da operação.

Organização fiscal se torna essencial

Diante desse cenário de fiscalização baseada em grandes volumes de dados, especialistas recomendam que contribuintes mantenham organização documental constante.

Guardar comprovantes, registrar operações financeiras corretamente e declarar todos os bens e investimentos são medidas fundamentais para evitar inconsistências que possam gerar questionamentos da Receita Federal.

Fonte: ABC do ABC – “Malha fina do IR aperta cerco com dados de Pix e cripto”

Perguntas Frequentes

A Receita Federal consegue rastrear criptomoedas?

Sim. Exchanges brasileiras enviam dados de transações e identificação dos usuários às autoridades, permitindo o cruzamento com outras bases fiscais.

Pix pode levar alguém à malha fina?

Movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada podem gerar alertas automáticos nos sistemas da Receita.

Investimentos em cripto precisam ser declarados?

Sim. Criptoativos devem ser informados na declaração de Imposto de Renda quando o contribuinte se enquadra nas regras estabelecidas pela Receita Federal.

Ripio vira alvo de reclamações após criptomoedas aparecerem em declarações de Imposto de Renda

A corretora de criptomoedas Ripio passou a enfrentar uma onda de reclamações de usuários após registros de criptomoedas aparecerem em declarações pré-preenchidas do Imposto de Renda. Alguns contribuintes afirmam que nunca compraram ativos digitais pela plataforma e demonstraram preocupação com possíveis problemas fiscais.

O caso ganhou repercussão após diversas queixas registradas em plataformas de reclamação de consumidores, levantando dúvidas sobre como determinadas criptomoedas foram vinculadas aos CPFs dos usuários.

Cashback em criptomoeda estaria por trás das informações

Segundo a própria empresa, os registros que aparecem na declaração de alguns contribuintes estão relacionados a valores recebidos em Mercado Coin (MCN) ou Meli Dólar (MUSD). Esses ativos digitais eram distribuídos como cashback em compras realizadas no ecossistema do Mercado Livre e do Mercado Pago.

A Ripio explica que esses tokens ficam sob custódia da empresa, que mantém parceria com o Mercado Livre desde 2022 para a gestão desses ativos digitais. Por essa razão, os valores podem aparecer vinculados ao CPF dos usuários em relatórios enviados à Receita Federal.

Usuários relatam surpresa ao iniciar a declaração

Alguns consumidores relataram ter descoberto as criptomoedas ao acessar a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda. Há casos de pessoas que afirmam não conhecer a empresa ou não se lembrar de ter adquirido qualquer criptomoeda.

Entre as preocupações relatadas estão o risco de cair na malha fina ou de ter informações fiscais incorretas associadas ao CPF. Em alguns casos, usuários disseram que pretendem procurar órgãos de defesa do consumidor ou até a Justiça para esclarecer a situação.

Ripio afirma cumprir obrigação legal com a Receita

Em nota, a empresa afirmou que as informações aparecem nas declarações porque a custódia desses tokens é administrada pela própria plataforma. Dessa forma, existe obrigação de reportar os dados às autoridades fiscais.

Segundo a corretora, os valores registrados refletem tokens distribuídos ou adquiridos dentro do aplicativo do Mercado Pago, conforme previsto nos termos de uso do serviço.

Mercado Livre anuncia fim da Mercado Coin

Em meio às reclamações, o Mercado Livre informou que irá encerrar o programa da Mercado Coin, criptomoeda usada como recompensa em seu sistema de cashback.

De acordo com comunicado enviado aos usuários, a partir de abril não será mais possível comprar, vender ou receber novas recompensas nesse ativo. Quem ainda possuir tokens poderá vendê-los ou utilizá-los antes do prazo final, quando o saldo remanescente será automaticamente convertido para reais.

Impacto para quem declara criptomoedas

O episódio evidencia como informações relacionadas a criptoativos podem aparecer automaticamente em bases de dados utilizadas pela Receita Federal.

Mesmo valores recebidos como cashback ou recompensas em plataformas digitais podem gerar registros vinculados ao CPF do usuário, reforçando a importância de revisar cuidadosamente os dados da declaração pré-preenchida.

Fonte: Portal do Bitcoin – “Ripio é alvo de reclamações por criptomoedas listadas no Imposto de Renda”

Perguntas Frequentes

Por que criptomoedas apareceram no Imposto de Renda de alguns usuários?

Segundo a Ripio, os valores estão relacionados a tokens recebidos como cashback em programas do Mercado Livre ou adquiridos pelo aplicativo do Mercado Pago.

Essas criptomoedas foram compradas pelos usuários?

Nem sempre. Em muitos casos os ativos foram distribuídos automaticamente como recompensa em compras ou programas de fidelidade.

Isso pode causar problemas na declaração?

Se os dados estiverem incorretos ou desconhecidos pelo contribuinte, é importante revisar a declaração e buscar esclarecimentos para evitar inconsistências fiscais.

Receita Federal usa IA para rastrear criptomoedas e vira referência internacional

A Receita Federal do Brasil vem ganhando protagonismo global ao utilizar inteligência artificial para monitorar operações com criptoativos e identificar atividades suspeitas no mercado. A tecnologia, que já rastreia corretoras e transações em blockchain, foi apresentada em um evento internacional e passou a ser vista como modelo por outras autoridades fiscais.

O avanço reforça o papel do Brasil na fiscalização de ativos digitais e no combate a crimes financeiros envolvendo criptomoedas.

IA da Receita Federal e o rastreamento de criptoativos

O destaque brasileiro ocorreu durante uma conferência internacional sobre ativos virtuais e lavagem de dinheiro, que reuniu autoridades de diversos países. A Receita Federal foi a única administração tributária presente no encontro, demonstrando sua atuação direta no combate ao uso ilícito de criptomoedas.

O principal ponto apresentado foi o uso do chamado Projeto Analytics, uma plataforma que processa centenas de milhões de transações por ano com apoio de inteligência artificial e análise de redes complexas.

Como funciona o sistema de monitoramento

A tecnologia desenvolvida pela Receita cruza dados fiscais tradicionais com informações extraídas diretamente da blockchain, permitindo identificar:

  • Beneficiários finais de transações

  • Estruturas societárias ocultas

  • Operações suspeitas em exchanges

  • Esquemas como pirâmides financeiras e lavagem de dinheiro

Além disso, o sistema já é capaz de mapear corretoras que operam sem registro no Brasil e rastrear fluxos financeiros internacionais envolvendo criptoativos.

Brasil como referência global em fiscalização cripto

A atuação brasileira chamou atenção internacional, especialmente por integrar inteligência artificial com dados fiscais e blockchain em uma mesma estrutura de análise.

Durante o evento, autoridades internacionais destacaram o modelo brasileiro como referência para fortalecer o combate ao crime financeiro transnacional. A iniciativa também influenciou discussões sobre maior participação de administrações tributárias em organismos internacionais de combate à lavagem de dinheiro.

Integração com padrões globais

O avanço da Receita Federal também está alinhado com a implementação de padrões internacionais como o Crypto-Asset Reporting Framework (CARF), que prevê a troca automática de informações entre países.

Esse cenário amplia a capacidade de rastreamento global e reduz o anonimato em operações com criptomoedas, especialmente quando envolvem múltiplas jurisdições.

O uso de inteligência artificial pela Receita Federal marca uma nova fase na fiscalização de criptoativos no Brasil. Com tecnologia avançada e integração internacional, o país passa a ocupar posição estratégica no combate a crimes financeiros envolvendo blockchain.

Para investidores, o recado é claro: o nível de rastreabilidade aumentou, e a conformidade fiscal se torna cada vez mais essencial.

Fonte: Livecoins – “IA da Receita Federal do Brasil rastreia corretoras de criptomoedas e vira modelo no exterior”

Perguntas Frequentes

A Receita Federal consegue rastrear criptomoedas?

Sim. Com uso de inteligência artificial e análise de blockchain, o órgão consegue identificar transações, padrões suspeitos e até beneficiários finais em determinadas operações.

A tecnologia afeta investidores comuns?

Não diretamente. O foco é combater atividades ilícitas, mas o aumento da fiscalização exige maior atenção à conformidade fiscal por parte dos investidores.

O Brasil está avançado nesse tipo de monitoramento?

Sim. O modelo brasileiro já foi apresentado internacionalmente e passou a ser considerado referência por outras autoridades fiscais.

Prazo para regularizar criptomoedas não declaradas termina nessa Quinta-Feira (19) pelo REARP

Termina nesta quinta-feira (19) o prazo para adesão ao Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (REARP), programa da Receita Federal que permite a regularização de criptomoedas não declaradas.

O regime foi criado para possibilitar a atualização ou inclusão de criptoativos adquiridos até 31 de dezembro de 2024, oferecendo condições específicas de tributação para quem deseja acertar a situação fiscal antes de eventuais fiscalizações.

Como funciona a regularização de criptomoedas no REARP

Investidores que já haviam declarado seus ativos podem atualizar o valor dos criptoativos pagando imposto sobre a diferença entre o custo de aquisição e o valor atualizado em 31 de dezembro de 2024.

Já contribuintes que nunca declararam criptomoedas, incluindo ativos mantidos em exchanges estrangeiras, carteiras próprias ou protocolos DeFi, podem regularizar mediante tributação de 30% sobre o ganho presumido, composta por imposto e multa.

A adesão exige o envio da declaração específica até hoje. O pagamento pode ser feito à vista ou parcelado, mas a primeira parcela deve ser quitada dentro do prazo estipulado pela Receita para que o regime tenha validade.

Última oportunidade antes do reforço da fiscalização

O encerramento do prazo ocorre em um cenário de intensificação do monitoramento sobre criptoativos no Brasil, com cruzamento de dados entre Receita Federal, Banco Central e plataformas de negociação.

Especialistas apontam que o REARP pode representar a última oportunidade para regularização com condições diferenciadas antes da aplicação integral das penalidades previstas na legislação tributária.

Fonte: Portal do Bitcoin – REARP: Prazo para regularizar criptomoedas não declaradas termina nesta quinta (19)

Perguntas Frequentes

O que é o REARP?
É um regime especial da Receita Federal que permite atualizar ou regularizar bens, incluindo criptomoedas, não declarados até 31/12/2024.

Quem pode aderir?
Pessoas físicas ou jurídicas que possuam criptoativos não declarados ou declarados incorretamente, desde que a origem seja lícita.

O que acontece se eu perder o prazo?
Sem adesão dentro do prazo, o contribuinte fica sujeito às regras normais de fiscalização e às penalidades previstas na legislação.

Governo propõe cobrança de IOF de 3,5% sobre criptomoedas no Brasil

O governo brasileiro pretende instituir uma cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 3,5% sobre compras de criptomoedas realizadas por pessoas físicas, conforme uma proposta que deve ser submetida a uma consulta pública antes de se tornar decreto. A medida busca equiparar tributariamente operações com criptoativos às transações de câmbio tradicionais.

Pelo texto preliminar obtido pelo Valor Econômico, a proposta prevê isenção de IOF para compras de até R$ 10 mil em criptomoedas, enquanto valores superiores a esse limite seriam tributados à alíquota de 3,5%. A intenção é reduzir assimetrias tributárias entre operações cripto e atividades do mercado financeiro tradicional.

Contexto e motivação da proposta

A ideia de tributar operações com cripto surgiu após o Banco Central passar a classificar determinadas transações com ativos digitais, especialmente stablecoins, como operações de câmbio. Essa mudança regulatória abriu espaço para que essas transações possam, no futuro, ser tratadas de forma semelhante às operações cambiais convencionais, que hoje já estão sujeitas ao IOF.

Segundo os argumentos da Receita Federal expostos na minuta, a cobrança busca reduzir a disparidade tributária entre remessas convencionais e operações feitas com criptoativos, que atualmente podem se beneficiar de tratamento mais favorável, impactando a concorrência no sistema financeiro.

A equipe econômica trabalha com a expectativa de que a regra possa entrar em vigor ainda em 2026, mas o cronograma final depende da consulta pública e de possíveis ajustes no texto do decreto.

Desafios e debates em torno da tributação

A proposta reacende um debate mais amplo sobre a natureza tributária das criptomoedas no Brasil. Enquanto o Banco Central já regula certas operações do setor, incluindo transações com stablecoins e remessas internacionais, a definição de como os impostos incidirão sobre esses movimentos ainda depende de normatização pela Receita Federal, que até o momento não oficializou nenhuma regra definitiva sobre o IOF para criptomoedas.

Especialistas e associações do setor cripto já demonstraram preocupação com a ideia de equiparar automaticamente todas as operações cripto a operações de câmbio, defendendo que qualquer alteração deve ser discutida em lei e com maior participação do Legislativo, evitando interpretações automáticas por decreto.

O debate sobre o IOF em criptomoedas também ocorre em paralelo a discussões anteriores sobre tributação mais ampla de criptoativos, que enfrentaram resistência no Congresso no ano anterior.

Fonte: Portal do Bitcoin — Governo vai propor cobrar IOF de 3,5% sobre criptomoedas

Perguntas Frequentes

O que é o IOF e por que isso importa para criptomoedas?
O IOF é um tributo brasileiro sobre operações financeiras, incluindo câmbio tradicional. A proposta visa aplicar esse imposto em compras de criptomoedas, alinhando a tributação com operações similares.

Quem pagaria o IOF sobre criptomoedas com a nova regra?
Pessoas físicas que efetuarem compras de criptomoedas acima de R$ 10 mil, conforme a proposta, seriam sujeitas à alíquota de 3,5% de IOF.

Quando essa regra pode entrar em vigor?
A proposta ainda depende de consulta pública e ajustes no decreto, com expectativa de implementação em 2026, mas sem data definida.

Retrospectiva Cripto 2025: os fatos que mudaram o mercado e a declaração de impostos

O ano de 2025 marcou um divisor de águas para o mercado de criptoativos. O setor amadureceu, ganhou escala, atraiu instituições e entrou definitivamente no radar de reguladores no Brasil e no mundo.

Mais do que variações de preço, 2025 foi o ano em que o cripto deixou de ser visto como algo experimental e passou a ser tratado como infraestrutura financeira. E quando isso acontece, as regras acompanham.

Neste artigo, reunimos os principais fatos que definiram 2025 e explicamos por que eles impactam diretamente quem investe em cripto e precisa declarar corretamente.

Cripto ficou mais mainstream

Em 2025, o mercado de criptoativos alcançou um novo nível de visibilidade. Mais pessoas entraram, mais empresas passaram a falar sobre o tema e o assunto ganhou espaço definitivo no debate financeiro tradicional.

Com mais atenção, veio também mais fiscalização. Quanto maior o mercado, maior o interesse de reguladores e autoridades fiscais em acompanhar operações, fluxos e saldos.

ETFs e investidores institucionais normalizaram o mercado

A consolidação de ETFs de cripto e a entrada de investidores institucionais ajudaram a levar os ativos digitais para o ambiente dos investimentos tradicionais.

Cripto passou a ser tratado como produto de prateleira, acessível por estruturas reguladas. Esse movimento elevou o nível de exigência em governança, controles e compliance.

Mais capital institucional significa menos tolerância à informalidade.

Stablecoins dominaram o uso prático

As stablecoins se consolidaram como o principal instrumento de uso cotidiano no mercado cripto. Elas passaram a ser utilizadas para pagamentos, proteção contra volatilidade e transferências internacionais.

Para reguladores, stablecoins deixaram de ser curiosidade e passaram a ser tratadas como infraestrutura financeira, o que trouxe um olhar mais técnico e rigoroso sobre sua circulação.

Tokenização saiu da teoria e virou realidade

Em 2025, a tokenização avançou de forma concreta. Ativos do mundo real como crédito, recebíveis e direitos passaram a ser representados on-chain com mais frequência.

Esse movimento tornou o mercado mais sofisticado e, ao mesmo tempo, mais observado. Quanto mais próximo do sistema financeiro tradicional, maior o nível de exigência regulatória e fiscal.

A volatilidade seguiu como regra

Altas, quedas, euforia e correções continuaram fazendo parte da dinâmica do mercado cripto em 2025.

Em todos esses ciclos, um ponto ficou claro: quem não mantém histórico e registro adequado das operações tende a enfrentar problemas na apuração de resultados e na declaração do Imposto de Renda.

Segurança e golpes voltaram ao centro do debate

Mesmo com o amadurecimento do mercado, ataques, falhas de segurança e promessas irreais continuaram acontecendo.

Esse cenário reforçou a importância de organização, comprovantes e registros, não apenas para controle financeiro, mas também para comprovação de origem de recursos e movimentações.

Regulação global apertou o cerco

Ao longo de 2025, diversos países avançaram em exigências de identificação, rastreabilidade e reporte de operações com criptoativos.

A tendência global é clara: menos anonimato e mais reporte estruturado, seguindo padrões internacionais de transparência fiscal.

Novembro de 2025: o Banco Central regulou as PSAVs

Em novembro de 2025, o Banco Central do Brasil publicou as Resoluções 519, 520 e 521, estabelecendo regras específicas para Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais.

Na prática, as normas trouxeram:

  • Exigências mais rígidas de governança

  • Segregação patrimonial entre ativos das empresas e dos clientes

  • Controles reforçados de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo

O recado foi direto. 2025 foi o aviso. 2026 tende a ser o ano da execução.

IN 2.291/2025 e a criação da DeCripto

Outro marco relevante foi a Instrução Normativa 2.291/2025, que instituiu a DeCripto, uma nova obrigação de reporte de operações com criptoativos.

A partir de 2026, exchanges e empresas do setor deverão enviar um volume maior de informações à Receita Federal, seguindo padrões internacionais definidos pela OCDE.

Isso representa mais cruzamento de dados, mais rastreabilidade e maior capacidade de fiscalização.

O que 2025 ensinou ao investidor em cripto

O resumo para a pessoa física é objetivo:

  • O mercado amadureceu

  • A regulação avançou

  • O nível de cobrança aumentou

  • A informalidade ficou mais arriscada

Histórico de operações, comprovantes e relatórios organizados deixaram de ser detalhe e passaram a ser proteção real na declaração.

Perguntas Frequentes

Preciso declarar cripto mesmo sem vender?

Sim. A posse de criptoativos deve ser informada na ficha de Bens e Direitos, mesmo sem venda.

Stablecoins entram na declaração?

Sim. Stablecoins são criptoativos e devem ser declaradas como qualquer outro ativo digital.

A Receita já recebe dados de exchanges?

Sim. Com a DeCripto, a partir de 2026 o volume e o detalhamento das informações enviadas aumentam significativamente.

Qual o maior erro na declaração de cripto?

Falta de histórico, ausência de comprovantes e erros na apuração de resultados estão entre os principais problemas.

Receita Federal aplica R$ 54 milhões em multas por erros na declaração de criptomoedas

A Receita Federal já aplicou cerca de R$ 54 milhões em multas em fiscalizações relacionadas a erros, inconsistências e omissões na declaração de operações com criptomoedas no Brasil.

As informações constam em um documento enviado pelo Fisco ao Congresso Nacional após questionamentos da Câmara dos Deputados sobre a fiscalização de apostas eletrônicas e operações com criptoativos.

Segundo a Receita, o valor é resultado de dez fiscalizações já concluídas, focadas na verificação de inconformidades na apuração de ganho de capital tributável e de rendimentos vinculados a ativos virtuais. Os autos de infração foram lavrados de ofício após a identificação de problemas nas declarações apresentadas pelos contribuintes.

O órgão afirma que a fiscalização de criptoativos integra um macroprocesso de controle tributário, baseado no cruzamento de dados declarados pelos próprios contribuintes com informações fornecidas por terceiros, obtidas por meio de obrigações acessórias e outros canais legais.

No caso das criptomoedas, a principal base de dados utilizada é a Declaração de Criptoativos (DeCripto), instituída pela Instrução Normativa nº 1.888, de 2019, e atualizada pela Instrução Normativa nº 2.291, de 2025.

A Receita também informou que participa de processos para aquisição de softwares especializados em rastreamento e análise de transações em blockchain, com o objetivo de ampliar o monitoramento de operações realizadas fora do sistema financeiro tradicional. Ainda assim, reconhece limitações técnicas, especialmente pela ausência de intercâmbio automático de informações com outros países.

Essa lacuna deve começar a ser reduzida a partir de 2027, com a implementação do Crypto Asset Reporting Framework (CARF), iniciativa da OCDE que permitirá o envio e recebimento automático de informações sobre criptoativos entre o Brasil e outras jurisdições.

O Fisco afirmou ainda que não possui estimativa oficial do volume total de criptoativos mantidos por brasileiros e não declarados.

Fonte: Portal do Bitcoin – Receita já aplicou R$ 54 milhões em multas por erros em declarações de criptomoedas

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que motivou as multas aplicadas pela Receita Federal?

Erros, inconsistências e omissões na declaração de operações com criptomoedas.

Qual foi o valor total das multas já aplicadas?

Cerca de R$ 54 milhões, segundo a Receita Federal.

Quantas fiscalizações resultaram nessas autuações?

Dez fiscalizações já concluídas.