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O Brasil virou um dos ambientes digitais mais arriscados do mundo — e isso explica o novo cerco sobre o mercado cripto

A Stripe, uma das maiores empresas globais de infraestrutura financeira, publicou seu novo mapa mundial de fraude digital e colocou o Brasil entre os países com maiores taxas de fraude online do planeta.

O dado impressiona.

Enquanto Estados Unidos e Canadá operam entre 5 e 10 bps de fraude em pagamentos digitais, o Brasil aparece na faixa entre 25 e 30 bps. Um dos piores índices do mundo.

A Índia lidera o ranking global de fraude digital.

O Brasil aparece logo atrás.

E existe um detalhe importante: a estatística da Stripe já é proporcional.

A métrica usa basis points (bps) sobre volume de transações processadas. Ou seja, o dado já considera incidência proporcional de fraude digital — não tamanho populacional bruto.

Na prática, o ambiente digital brasileiro realmente está entre os mais críticos do planeta.

Isso ajuda a explicar por que Banco Central, Receita Federal e órgãos de supervisão apertaram o cerco sobre exchanges, stablecoins, pagamentos digitais e operações internacionais com criptoativos.

O problema não é mais só imposto.

É fraude digital em escala industrial.

O endurecimento regulatório é reação.

Reação ao avanço de golpes financeiros, phishing tributário e estruturas opacas de movimentação patrimonial.

A própria Receita Federal já precisou alertar sobre o aumento de sites falsos roubando dados do Imposto de Renda.

Isso mostra o tamanho do problema.

O Brasil virou um dos ambientes digitais mais vulneráveis do planeta.

E o mercado cripto entrou definitivamente no radar.

O Banco Central quer eliminar zonas cinzentas do sistema financeiro

Durante anos, boa parte do mercado vendeu anonimato.

Agora enfrenta rastreabilidade total.

O Banco Central acelerou a construção de um modelo baseado em:

  • monitoramento automatizado;

  • compliance contínuo;

  • rastreabilidade financeira;

  • governança operacional;

  • e integração de dados.

Nesse contexto, acompanhar a evolução da regulamentação de criptomoedas no Brasil deixou de ser apenas assunto jurídico.

Virou questão operacional.

A Resolução BCB 561 deixou isso explícito.

A norma restringiu o uso de ativos virtuais — incluindo Bitcoin e stablecoins — em estruturas reguladas de pagamentos internacionais via eFX.

Na prática, o BC começou a fechar brechas usadas durante anos para movimentações financeiras difíceis de rastrear.

O objetivo é claro: reduzir evasão, lavagem de dinheiro, fraude financeira e circulação informal de capital digital.

Receita Federal entrou definitivamente na era do cruzamento automatizado

O mercado ainda trata o tema como “imposto”.

Mas a mudança é muito maior.

O Brasil está migrando para um modelo de rastreabilidade financeira praticamente total.

Hoje, Receita Federal, Banco Central e instituições financeiras trabalham em um ambiente de integração contínua de dados envolvendo:

  • exchanges;

  • bancos;

  • PIX;

  • stablecoins;

  • operações internacionais;

  • ganho de capital;

  • e evolução patrimonial.

O investidor ainda acha que o problema é apenas tributário.

Não é.

O problema agora é conformidade.

Recently, a Receita Federal endureceu inclusive regras envolvendo importações pagas com criptomoedas, ampliando o monitoramento sobre operações internacionais feitas com ativos digitais.

O mercado deixou a era informal para trás.

O novo risco do investidor não é só volatilidade

Muitos investidores ainda operam como se estivéssemos em 2020.

Mas o cenário mudou.

Hoje, não basta apenas operar.

Agora será preciso justificar:

  • patrimônio;

  • origem de recursos;

  • fluxo financeiro;

  • movimentações internacionais;

  • e evolução patrimonial.

Nesse novo ambiente, entender como declarar criptomoedas continua importante. Mas o verdadeiro desafio passou a ser organização contínua.

O maior problema normalmente não é fraude deliberada.

É desorganização.

Quem opera em múltiplas plataformas frequentemente enfrenta:

  • cálculo incorreto de preço médio;

  • divergência patrimonial;

  • transferências duplicadas;

  • lucro apurado errado;

  • ausência de histórico consolidado;

  • e inconsistências fiscais.

É justamente por isso que cresce a busca por soluções especializadas em imposto de renda criptomoedas.

O novo risco do mercado não é só volatilidade.

É inconsistência.

Declare Cripto: organização patrimonial para um mercado que amadureceu

O mercado cripto amadureceu.

A fiscalização amadureceu junto.

É nesse cenário que a Declare Cripto ganhou espaço no mercado brasileiro.

A plataforma funciona como uma infraestrutura de organização fiscal e patrimonial para investidores em ativos digitais.

Na prática, ela permite:

  • consolidação automática de carteiras;

  • integração com exchanges;

  • cálculo automatizado de preço médio;

  • rastreamento de transferências internas;

  • geração de relatórios auditáveis;

  • organização patrimonial;

  • e estruturação compatível com as exigências regulatórias brasileiras.

O objetivo vai além da declaração anual.

A proposta é criar rastreabilidade patrimonial contínua em um ambiente regulatório cada vez mais sofisticado.

Por isso cresce o interesse pela plataforma Declare Cripto entre investidores que desejam profissionalizar sua operação antes que inconsistências se transformem em problemas formais.

BIPTAX: a infraestrutura B2B de compliance para exchanges e fintechs

Mas o endurecimento regulatório não impacta apenas investidores.

Ele atinge diretamente:

  • exchanges;

  • fintechs;

  • provedores de PIX;

  • OTCs;

  • gateways financeiros;

  • Instituições de Pagamento;

  • e empresas que operam ativos digitais.

É exatamente nesse ponto que entra a BIPTAX, braço B2B da estrutura tecnológica da Declare Cripto.

A plataforma foi desenvolvida para empresas que precisam operar dentro do novo ambiente regulatório brasileiro com:

  • compliance automatizado;

  • inteligência tributária;

  • consolidação operacional;

  • rastreabilidade financeira;

  • monitoramento de risco;

  • governança;

  • e geração de reportes estruturados.

Na prática, a BIPTAX funciona como uma camada institucional de conformidade para empresas que operam pagamentos digitais e criptoativos.

Isso se torna especialmente relevante diante do aumento das exigências envolvendo:

  • prevenção à lavagem de dinheiro;

  • monitoramento transacional;

  • interoperabilidade financeira;

  • compartilhamento regulatório de dados;

  • e supervisão automatizada.

Não basta mais apenas operar.

Agora será necessário demonstrar capacidade tecnológica de monitorar, organize e reportar operações continuamente.

O mercado entrou em outra fase

O relatório da Stripe deixa claro: pagamentos digitais estão se tornando mais monitorados, mais inteligentes e mais regulados globalmente.

O Brasil está no centro dessa transformação.

Para investidores, organização patrimonial deixou de ser burocracia.

Virou proteção financeira.

Para empresas, compliance deixou de ser diferencial competitivo.

Virou requisito operacional.

O novo risco do mercado não é apenas fraude. É falta de conformidade.

Conheça a Declare Cripto e a infraestrutura BIPTAX para investidores, exchanges, fintechs e Instituições de Pagamento que precisam operar preparados para o novo ambiente regulatório brasileiro.

Automatize carteiras, consolide operações, organize reportes e transforme conformidade em vantagem estratégica antes que a fiscalização alcance sua operação.

Fontes:
Stripe — Panorama Global da Fraude Online

Stripe — Estatísticas globais sobre fraude digital

Stripe Newsroom — Tendências globais de fraude

Veja — América Latina é a região com maior número de fraudes em compras online

Portal do Bitcoin — Receita Federal endurece regras para importações pagas com criptomoedas

Relatório oficial Stripe — Panorama da fraude online (PDF)

Perguntas Frequentes

Qual o principal motivo do endurecimento regulatório sobre cripto no Brasil?

O aumento expressivo de fraudes digitais, golpes financeiros e estruturas opacas de movimentação patrimonial forçou a reação de órgãos como o Banco Central e a Receita Federal.

O que determina a Resolução BCB 561?

A norma restringe o uso de ativos virtuais, como Bitcoin e stablecoins, em estruturas reguladas de pagamentos internacionais operadas via eFX.

Qual o maior desafio do investidor com múltiplas plataformas?

O maior problema é a desorganização, que gera cálculo incorreto de preço médio, lucros apurados erroneamente e inconsistências patrimoniais frente ao cruzamento de dados.

Receita Federal usa IA para rastrear criptomoedas e vira referência internacional

A Receita Federal do Brasil vem ganhando protagonismo global ao utilizar inteligência artificial para monitorar operações com criptoativos e identificar atividades suspeitas no mercado. A tecnologia, que já rastreia corretoras e transações em blockchain, foi apresentada em um evento internacional e passou a ser vista como modelo por outras autoridades fiscais.

O avanço reforça o papel do Brasil na fiscalização de ativos digitais e no combate a crimes financeiros envolvendo criptomoedas.

IA da Receita Federal e o rastreamento de criptoativos

O destaque brasileiro ocorreu durante uma conferência internacional sobre ativos virtuais e lavagem de dinheiro, que reuniu autoridades de diversos países. A Receita Federal foi a única administração tributária presente no encontro, demonstrando sua atuação direta no combate ao uso ilícito de criptomoedas.

O principal ponto apresentado foi o uso do chamado Projeto Analytics, uma plataforma que processa centenas de milhões de transações por ano com apoio de inteligência artificial e análise de redes complexas.

Como funciona o sistema de monitoramento

A tecnologia desenvolvida pela Receita cruza dados fiscais tradicionais com informações extraídas diretamente da blockchain, permitindo identificar:

  • Beneficiários finais de transações

  • Estruturas societárias ocultas

  • Operações suspeitas em exchanges

  • Esquemas como pirâmides financeiras e lavagem de dinheiro

Além disso, o sistema já é capaz de mapear corretoras que operam sem registro no Brasil e rastrear fluxos financeiros internacionais envolvendo criptoativos.

Brasil como referência global em fiscalização cripto

A atuação brasileira chamou atenção internacional, especialmente por integrar inteligência artificial com dados fiscais e blockchain em uma mesma estrutura de análise.

Durante o evento, autoridades internacionais destacaram o modelo brasileiro como referência para fortalecer o combate ao crime financeiro transnacional. A iniciativa também influenciou discussões sobre maior participação de administrações tributárias em organismos internacionais de combate à lavagem de dinheiro.

Integração com padrões globais

O avanço da Receita Federal também está alinhado com a implementação de padrões internacionais como o Crypto-Asset Reporting Framework (CARF), que prevê a troca automática de informações entre países.

Esse cenário amplia a capacidade de rastreamento global e reduz o anonimato em operações com criptomoedas, especialmente quando envolvem múltiplas jurisdições.

O uso de inteligência artificial pela Receita Federal marca uma nova fase na fiscalização de criptoativos no Brasil. Com tecnologia avançada e integração internacional, o país passa a ocupar posição estratégica no combate a crimes financeiros envolvendo blockchain.

Para investidores, o recado é claro: o nível de rastreabilidade aumentou, e a conformidade fiscal se torna cada vez mais essencial.

Fonte: Livecoins – “IA da Receita Federal do Brasil rastreia corretoras de criptomoedas e vira modelo no exterior”

Perguntas Frequentes

A Receita Federal consegue rastrear criptomoedas?

Sim. Com uso de inteligência artificial e análise de blockchain, o órgão consegue identificar transações, padrões suspeitos e até beneficiários finais em determinadas operações.

A tecnologia afeta investidores comuns?

Não diretamente. O foco é combater atividades ilícitas, mas o aumento da fiscalização exige maior atenção à conformidade fiscal por parte dos investidores.

O Brasil está avançado nesse tipo de monitoramento?

Sim. O modelo brasileiro já foi apresentado internacionalmente e passou a ser considerado referência por outras autoridades fiscais.

Prazo para regularizar criptomoedas não declaradas termina nessa Quinta-Feira (19) pelo REARP

Termina nesta quinta-feira (19) o prazo para adesão ao Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (REARP), programa da Receita Federal que permite a regularização de criptomoedas não declaradas.

O regime foi criado para possibilitar a atualização ou inclusão de criptoativos adquiridos até 31 de dezembro de 2024, oferecendo condições específicas de tributação para quem deseja acertar a situação fiscal antes de eventuais fiscalizações.

Como funciona a regularização de criptomoedas no REARP

Investidores que já haviam declarado seus ativos podem atualizar o valor dos criptoativos pagando imposto sobre a diferença entre o custo de aquisição e o valor atualizado em 31 de dezembro de 2024.

Já contribuintes que nunca declararam criptomoedas, incluindo ativos mantidos em exchanges estrangeiras, carteiras próprias ou protocolos DeFi, podem regularizar mediante tributação de 30% sobre o ganho presumido, composta por imposto e multa.

A adesão exige o envio da declaração específica até hoje. O pagamento pode ser feito à vista ou parcelado, mas a primeira parcela deve ser quitada dentro do prazo estipulado pela Receita para que o regime tenha validade.

Última oportunidade antes do reforço da fiscalização

O encerramento do prazo ocorre em um cenário de intensificação do monitoramento sobre criptoativos no Brasil, com cruzamento de dados entre Receita Federal, Banco Central e plataformas de negociação.

Especialistas apontam que o REARP pode representar a última oportunidade para regularização com condições diferenciadas antes da aplicação integral das penalidades previstas na legislação tributária.

Fonte: Portal do Bitcoin – REARP: Prazo para regularizar criptomoedas não declaradas termina nesta quinta (19)

Perguntas Frequentes

O que é o REARP?
É um regime especial da Receita Federal que permite atualizar ou regularizar bens, incluindo criptomoedas, não declarados até 31/12/2024.

Quem pode aderir?
Pessoas físicas ou jurídicas que possuam criptoativos não declarados ou declarados incorretamente, desde que a origem seja lícita.

O que acontece se eu perder o prazo?
Sem adesão dentro do prazo, o contribuinte fica sujeito às regras normais de fiscalização e às penalidades previstas na legislação.

Retrospectiva Cripto 2025: os fatos que mudaram o mercado e a declaração de impostos

O ano de 2025 marcou um divisor de águas para o mercado de criptoativos. O setor amadureceu, ganhou escala, atraiu instituições e entrou definitivamente no radar de reguladores no Brasil e no mundo.

Mais do que variações de preço, 2025 foi o ano em que o cripto deixou de ser visto como algo experimental e passou a ser tratado como infraestrutura financeira. E quando isso acontece, as regras acompanham.

Neste artigo, reunimos os principais fatos que definiram 2025 e explicamos por que eles impactam diretamente quem investe em cripto e precisa declarar corretamente.

Cripto ficou mais mainstream

Em 2025, o mercado de criptoativos alcançou um novo nível de visibilidade. Mais pessoas entraram, mais empresas passaram a falar sobre o tema e o assunto ganhou espaço definitivo no debate financeiro tradicional.

Com mais atenção, veio também mais fiscalização. Quanto maior o mercado, maior o interesse de reguladores e autoridades fiscais em acompanhar operações, fluxos e saldos.

ETFs e investidores institucionais normalizaram o mercado

A consolidação de ETFs de cripto e a entrada de investidores institucionais ajudaram a levar os ativos digitais para o ambiente dos investimentos tradicionais.

Cripto passou a ser tratado como produto de prateleira, acessível por estruturas reguladas. Esse movimento elevou o nível de exigência em governança, controles e compliance.

Mais capital institucional significa menos tolerância à informalidade.

Stablecoins dominaram o uso prático

As stablecoins se consolidaram como o principal instrumento de uso cotidiano no mercado cripto. Elas passaram a ser utilizadas para pagamentos, proteção contra volatilidade e transferências internacionais.

Para reguladores, stablecoins deixaram de ser curiosidade e passaram a ser tratadas como infraestrutura financeira, o que trouxe um olhar mais técnico e rigoroso sobre sua circulação.

Tokenização saiu da teoria e virou realidade

Em 2025, a tokenização avançou de forma concreta. Ativos do mundo real como crédito, recebíveis e direitos passaram a ser representados on-chain com mais frequência.

Esse movimento tornou o mercado mais sofisticado e, ao mesmo tempo, mais observado. Quanto mais próximo do sistema financeiro tradicional, maior o nível de exigência regulatória e fiscal.

A volatilidade seguiu como regra

Altas, quedas, euforia e correções continuaram fazendo parte da dinâmica do mercado cripto em 2025.

Em todos esses ciclos, um ponto ficou claro: quem não mantém histórico e registro adequado das operações tende a enfrentar problemas na apuração de resultados e na declaração do Imposto de Renda.

Segurança e golpes voltaram ao centro do debate

Mesmo com o amadurecimento do mercado, ataques, falhas de segurança e promessas irreais continuaram acontecendo.

Esse cenário reforçou a importância de organização, comprovantes e registros, não apenas para controle financeiro, mas também para comprovação de origem de recursos e movimentações.

Regulação global apertou o cerco

Ao longo de 2025, diversos países avançaram em exigências de identificação, rastreabilidade e reporte de operações com criptoativos.

A tendência global é clara: menos anonimato e mais reporte estruturado, seguindo padrões internacionais de transparência fiscal.

Novembro de 2025: o Banco Central regulou as PSAVs

Em novembro de 2025, o Banco Central do Brasil publicou as Resoluções 519, 520 e 521, estabelecendo regras específicas para Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais.

Na prática, as normas trouxeram:

  • Exigências mais rígidas de governança

  • Segregação patrimonial entre ativos das empresas e dos clientes

  • Controles reforçados de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo

O recado foi direto. 2025 foi o aviso. 2026 tende a ser o ano da execução.

IN 2.291/2025 e a criação da DeCripto

Outro marco relevante foi a Instrução Normativa 2.291/2025, que instituiu a DeCripto, uma nova obrigação de reporte de operações com criptoativos.

A partir de 2026, exchanges e empresas do setor deverão enviar um volume maior de informações à Receita Federal, seguindo padrões internacionais definidos pela OCDE.

Isso representa mais cruzamento de dados, mais rastreabilidade e maior capacidade de fiscalização.

O que 2025 ensinou ao investidor em cripto

O resumo para a pessoa física é objetivo:

  • O mercado amadureceu

  • A regulação avançou

  • O nível de cobrança aumentou

  • A informalidade ficou mais arriscada

Histórico de operações, comprovantes e relatórios organizados deixaram de ser detalhe e passaram a ser proteção real na declaração.

Perguntas Frequentes

Preciso declarar cripto mesmo sem vender?

Sim. A posse de criptoativos deve ser informada na ficha de Bens e Direitos, mesmo sem venda.

Stablecoins entram na declaração?

Sim. Stablecoins são criptoativos e devem ser declaradas como qualquer outro ativo digital.

A Receita já recebe dados de exchanges?

Sim. Com a DeCripto, a partir de 2026 o volume e o detalhamento das informações enviadas aumentam significativamente.

Qual o maior erro na declaração de cripto?

Falta de histórico, ausência de comprovantes e erros na apuração de resultados estão entre os principais problemas.

ALTERADA TRIBUTAÇÃO DE RENDIMENTOS COM CRIPTO DE CORRETORAS BRASILEIRAS

A Solução de Consulta nº 184, de 24 de junho de 2024, publicada no Diário Oficial, esclarece sobre a tributação dos rendimentos provenientes da cessão temporária de criptoativos fungíveis a pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil – por corretoras brasileiras. A Receita Federal considera essa operação como um contrato de mútuo (empréstimo de coisas fungíveis).

Essas operações são comuns em corretoras que oferecem plataformas de “earn”, “poupança” e “stake” e os recentes produtos de rendimento fixo e variável com cripto, onde os usuários cedem temporariamente suas criptomoedas em troca de juros.

A Receita Federal determina que os rendimentos dessas operações – exclusivamente em corretoras brasileiras – sejam tributados exclusivamente na fonte pelo Imposto de Renda, com base no valor de mercado dos criptoativos na data do recebimento, mesmo que não haja conversão para moeda fiduciária. As alíquotas aplicadas variam de acordo com o tempo de aplicação:

  • 22,5% para aplicações de até 180 dias
  • 20% para aplicações de 181 a 360 dias
  • 17,5% para aplicações de 361 a 720 dias
  • 15% para aplicações acima de 720 dias

Essas operações devem ser informadas pelas exchanges nacionais à Receita Federal, conforme a IN 1888. A Receita também esclarece a tributação em caso de alienação após a devolução do criptoativo cedido, remetendo à Solução de Consulta nº 214/2021, que aborda a tributação da permuta e a isenção de até R$ 35.000 em alienações mensais, válida a partir de 2024 apenas para criptomoedas custodiadas ou negociadas no Brasil.

CUIDADO! Receita saberá de operações de investidores em corretoras internacionais.

Amparada na chamada Lei das Offshores, Receita Federal convoca exchanges de criptoativos estrangeiras que operam no Brasil para participarem de seu Grupo de Trabalho sobre conformidade tributária das corretoras cripto. Não está claro ainda se a Receita Federal pedirá somente os dados atuais dos usuários ou se pedirão os últimos 05 anos por exemplo. Com base em decisões anteriores, o mais provável é a Receita Federal pedir, sim, o histórico dos clientes.

O intuito do Grupo de Trabalho é entender como elas funcionam no Brasil e que tipo de cooperação possuem com prestadores de serviço locais, de acordo com notícia da Reuters. São exemplos de corretoras estrangeiras com operações no país Binance, Bybit, Gate.io, Kucoin, Bitget entre outras.

Vale ressaltar que, desde 2019, com a publicação da Instrução Normativa 1.888, as empresas de compra e venda de criptomoedas precisam informar à Receita as transações realizadas por seus clientes. Por essa regra ainda fica definido que cabe ao Contribuinte (usuário/investidor cripto) declarar suas transações quando realizadas em exchange sediada no exterior.

No entanto, essa diferenciação, que muitas exchanges locais acusavam de ensejar a chamada “arbitragem regulatória” (quando uma empresa aproveita de condições mais benéficas de operação no exterior para dominar um mercado que é regulado para as companhias locais) foi tratada em regulamentações brasileiras posteriores. A principal delas foi a chamada Lei de Tributação dos Fundos Offshores (Lei 14.754/2023), que em seu artigo 44, determina que “as empresas que operarem no país com ativos virtuais, independentemente de seu domicílio, ficam obrigadas a fornecer informações periódicas de suas atividades e de seus clientes à Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)”.

Esta iniciativa ocorre em um momento de ebulição regulatória e aumento significativo das declarações de criptomoedas no Brasil. Entre janeiro e julho de 2023, os brasileiros declararam R$ 133,6 bilhões em criptoativos. Trata-se de um aumento de 36,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Deste total, R$ 14,5 bilhões foram declarados em exchanges no exterior, um crescimento de 51,2%.

A fim de assegurar a conformidade, o fornecimento de informações ao governo depende dos contribuintes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. A Receita Federal está trabalhando em uma atualização tecnológica para liberar novos dados, o que deve aprimorar o monitoramento e a fiscalização dessas operações.

SOS Rio Grande do Sul – #JogandoJunto

Estamos acompanhando e vivendo na pela a tragédia que atingiu o nosso estado.

No entanto, também vemos a esperança nas muitas ações de solidariedade.
Nós da Declare Cripto estamos engajados na campanha #JogandoJunto pelo RS, uma iniciativa que une as forças do
Internacional, Grêmio e outras associações brasileiras, para ajudar as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

E agora, você também pode contribuir com doações em criptoativos.

A Associação Brasileira de Criptoeconomia, em parceria com diversas empresas do setor, está arrecadando doações em
Bitcoin, Ethereum, Chiliz e Tether. Essas doações são convertidas em reais e destinadas à Rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul.

Desde o início das mobilizações, no começo de maio, já arrecadamos mais de 1 milhão de reais. Com total transparência,
garantimos que cada doação faça a diferença.
Cada contribuição é monitorada e utilizada de forma eficiente, em parceria com a ONG Banco de Alimentos do Rio Grande
do Sul e a ABcripto.

A campanha #JogandoJunto pelo RS representa essa união de forças para trazer alívio e esperança.
O objetivo é ampliar as formas de doação e proporcionar apoio às vidas que foram afetadas por essa grande tragédia.

Faça sua doação clicando aqui: SOS RS – Abcripto

Não Declarou suas Criptomoedas? Saiba os Riscos

Não Declarou suas Criptomoedas? Saiba os Riscos

Não Declarou suas Criptomoedas? Saiba os Riscos! :atenção:


1. Multas Pesadas:
Omissão de criptoativos na declaração de imposto de renda pode resultar em multas de até 150% do valor devido.


2. Fiscalização Rigorosa:
A Receita Federal está cada vez mais eficiente na detecção de transações não declaradas, especialmente em criptoativos.

3. Penalidades Criminais:
Além de multas, a não declaração pode levar a processos criminais por sonegação fiscal, com risco de pena de prisão.

4. Perda de Credibilidade:
Problemas com a Receita Federal podem afetar sua reputação financeira e dificultar futuros investimentos e transações.

:megafone2: Regularize sua situação e evite complicações!

Teste grátis por 45 dias: Declare Cripto

Comunicado importante!

A Declare Cripto, orgulhosa em ser gaúcha e tendo entre seus colaboradores pessoas de diversos estados do Brasil, também sente e sofre a enchente que varreu nosso estado-sede Rio Grande do Sul.

Houve perdas significativas entre colaboradores e seus familiares, enquanto sofríamos, ajudávamos e assim como as águas passarão, os males também se irão e reconstruiremos juntos.

Estamos abertos e trabalhando em meio às dificuldades – que são muitas – para atendê-los com todas as nossas possibilidades, mas infelizmente podemos ter alguma demora no atendimento, suporte e operação, por isso, pedimos sua compreensão e oração.

A sentença de CZ da Binance e as lições para o mundo das criptomoedas

Parece ter chegado ao fim o último capítulo da primeira novela mexicana com a temática de criptomoedas. Mexicana em sua essência, mas balizada pelas regras norte-americanas.

Sim, e teve de tudo. Ação, drama, emoção, idas e vindas, e uma reviravolta espetacular de deixar qualquer espectador preso na poltrona. Tudo que uma trama internacional precisa ter para ser um campeão de bilheteria. E será.

E com todos esses ingredientes cinematográficos expostos, claro que ao cabo de tudo isso, e como não poderia deixar de ser, tivemos um “final feliz”. Principalmente para o nosso ilustre protagonista Changpeng Zhao, conhecido como “CZ da Binance”. A Binance, para os mais desavisados, é a maior exchange (corretora de criptomoedas) do mundo.

Sim, o fundador e principal executivo da Binance, teve finalmente decretado o período de sua prisão pela caneta do juiz Richard Jones, até então coadjuvante na nossa trama, e que digamos por assim dizer, acabou “roubando a cena”, sentenciando “CZ da Binance” por “apenas” 4 meses.

O grand finale veio após as autoridades americanas, representadas pelo Departamento de Justiça, terem recomendado uma sentença de 36 meses de prisão para “CZ da Binance”, mas ele, muito bem representado, conseguiu reverter tal recomendação apresentando, segundo o Juiz Jones, que não haviam indícios de que ele fora informado previamente sobre as atividades ilegais da Binance e pelo fato de ter cooperado peremptoriamente com as autoridades do país nas investigações, atenuando agravantes e justificando a redução de pena.

“CZ da Binance” que se declarou culpado e deixou suas atividades na Binance, conseguiu manter sua participação bilionária na exchange e vai se tornar a pessoa mais rica da história a ficar na prisão, tendo em vista que ele já se encontra preso.

Entre as atividades ilegais estariam elencadas principalmente a lavagem de dinheiro, com um agravante de também estarem vinculadas a grupos terroristas, como Al Qaeda, Estado Islâmico e Hamas. A teoria da conspiração rola solta nos Estados Unidos, tendo em vista sua descendência chinesa.

Será que teremos uma sequência desse thriller? Para “CZ da Binance” acredita-se que sim, pois logo após o julgamento, ele se manifestou em sua rede social no “X”, antigo Twitter. Lá ele agradeceu o apoio de todos, disse que irá cumprir seu tempo na prisão e que logo ao sair, se dedicará para um novo empreendimento na área da educação.

Esperamos que todos aprendam a lição com os erros dos outros, como deve ser. E que os erros de “CZ da Binance” sirvam de exemplo para que todos estejam atentos, não somente nesse momento importante que vivemos, de preenchimento da declaração do imposto de renda da pessoa física. Mas sempre, pois existem obrigações legais mensais impostas pela legislação, como por exemplo a Declaração de Criptomoedas, instituída pela IN 1888, bem como o cálculo dos ganhos de capital. Afastando o risco da lavagem de dinheiro e de uma condenação “à la CZ”…

Texto por: Daniel Lóttici