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Banco Central inicia fiscalização do mercado de criptomoedas no Brasil

O Banco Central do Brasil iniciou nesta segunda-feira a fiscalização direta do mercado de criptomoedas. Com a entrada em vigor das novas regras, o setor passa oficialmente a operar sob supervisão da autoridade monetária, encerrando um longo período de autorregulação.

A medida faz parte da regulamentação prevista na Lei nº 14.478 e estabelece critérios formais para o funcionamento das prestadoras de serviços de ativos virtuais, como corretoras e plataformas de negociação de criptoativos.

Novas regras valem para corretoras e plataformas de cripto

As empresas que já atuavam no mercado antes do início da fiscalização poderão continuar operando durante um período de transição, desde que iniciem o processo de adequação às exigências do Banco Central.

Já novas empresas que desejem operar no setor passam a depender de autorização prévia do regulador antes de iniciar qualquer atividade. A mudança cria um novo padrão de entrada e funcionamento para o mercado de cripto no Brasil.

Exigências incluem segurança, auditoria e segregação patrimonial

Entre os principais pontos da regulamentação estão a exigência de segregação patrimonial, garantindo que os ativos dos clientes permaneçam separados dos recursos das empresas, além de regras mais rígidas de governança e segurança cibernética.

As plataformas também passam a ser obrigadas a contratar auditorias independentes, com foco na verificação de reservas e na transparência das operações, reduzindo riscos para os investidores.

Fiscalização aproxima o mercado cripto do sistema financeiro

Com a fiscalização em vigor, o mercado de criptomoedas se aproxima das práticas já adotadas no sistema financeiro tradicional. A expectativa é de aumento da segurança jurídica, maior confiança institucional e redução de riscos estruturais no setor.

Para os investidores, o novo cenário reforça a importância de operar em plataformas alinhadas às regras brasileiras e de manter controle adequado sobre suas operações e obrigações fiscais.

Fonte: Banco Central inicia fiscalização do mercado de criptomoedas e regras entram em vigor nesta segunda-feira. / Livecoins

Perguntas Frequentes

O que mudou com o início da fiscalização do Banco Central?

O mercado passa a operar sob supervisão formal, com regras em vigor para corretoras e prestadoras de serviços de ativos virtuais, elevando exigências de governança e segurança.

As corretoras que já operavam precisam parar?

Não. As empresas que já atuavam antes da vigência podem seguir operando durante um período de transição, desde que iniciem a adequação às exigências regulatórias.

Investidores precisam fazer algo agora?

O investidor deve acompanhar as mudanças, priorizar plataformas alinhadas às regras brasileiras e manter organização das operações e obrigações fiscais.


Alerta global: Reino Unido intensifica caça a ganhos não declarados em cripto

Um movimento que atravessa fronteiras

O mercado de criptomoedas enfrenta uma nova realidade. A HMRC, autoridade fiscal do Reino Unido, enviou quase 65 000 cartas de advertência a investidores de cripto no último ano, mais que o dobro do período anterior.
Esse aumento reflete uma tendência global: a intensificação da fiscalização tributária sobre quem investe e não declara corretamente seus ativos digitais.

A ofensiva fiscal do Reino Unido

A HMRC, equivalente à Receita Federal no Brasil, está usando tecnologia avançada e parcerias com exchanges para rastrear transações e identificar ganhos não declarados.
O salto de mais de 100% no número de cartas enviadas mostra que as criptomoedas deixaram de ser “terra sem lei” na visão das autoridades fiscais.

Por que esse movimento ganhou força?

  • Maturidade do mercado: com criptomoedas consolidadas como classe de ativos legítima, governos exigem conformidade tributária.

  • Tecnologia de rastreamento: ferramentas de análise blockchain permitem identificar operações com precisão.

  • Pressão orçamentária: novos recursos fiscais ajudam a compensar déficits públicos.

  • Volatilidade e lucros expressivos: movimentações significativas chamam atenção dos fiscos.

Uma tendência que não para no Reino Unido

O endurecimento das regras no Reino Unido acompanha uma onda global de fiscalização.
Países como Estados Unidos, Austrália, Alemanha e Brasil também estão adotando medidas para monitorar e tributar operações com criptoativos.

Estados Unidos intensifica vigilância

A IRS (Internal Revenue Service) obriga exchanges a reportar transações e usa inteligência artificial para identificar evasão fiscal.

Cenário no Brasil

A Receita Federal exige que investidores declarem seus criptoativos e cruza dados com exchanges nacionais e internacionais.
Quem não cumprir as regras pode enfrentar multas pesadas, juros e até processos por sonegação.

O que os investidores precisam saber

A mensagem é clara: a era da “febre livre” acabou. Quem investe em cripto precisa entender suas obrigações fiscais.

  • A declaração de posse é obrigatória mesmo sem venda.

  • Ganhos com venda de cripto são tributáveis.

  • Trocas entre moedas digitais também podem gerar imposto.

  • Manter histórico organizado de transações é essencial.

Riscos da não conformidade

  • Multas de até 150% do valor não declarado.

  • Juros retroativos sobre valores devidos.

  • Processos criminais em casos graves.

  • Bloqueio de contas e apreensão de ativos.

O futuro da regulação global

A cooperação internacional entre órgãos fiscais cresce rapidamente. Exchanges serão obrigadas a compartilhar dados de transações e penalidades ficarão mais severas.
A ironia: a mesma tecnologia blockchain que prometia anonimato agora aumenta a transparência fiscal.

Tendências emergentes

  • Reportes automáticos obrigatórios de transações.

  • Acordos internacionais de padronização tributária.

  • Punições mais rígidas para evasão fiscal.

Conclusão

As 65 000 cartas da HMRC são apenas um sinal do que vem pela frente.
Em um cenário de fiscalização cada vez mais rigorosa, manter a conformidade fiscal não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica para quem investe em cripto.
Organizar, declarar e antecipar-se à Receita é a melhor forma de proteger seu patrimônio e seguir investindo com tranquilidade.

Perguntas Frequentes

A fiscalização de criptoativos está crescendo só no Reino Unido?

Não. Trata-se de uma tendência global, com países como EUA, Austrália e Brasil intensificando a cobrança.

Posso ser multado mesmo sem ter vendido criptoativos?

Sim. Em muitos países, a simples posse de ativos já exige declaração formal.

Trocar uma cripto por outra gera imposto?

Na maioria das jurisdições, sim. A permuta é tratada como evento tributável.

Como evitar problemas com a Receita?

Mantendo registros organizados, declarando corretamente e, se possível, automatizando cálculos com plataformas especializadas.