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O que é DeCripto? Entenda a nova declaração de criptoativos da Receita Federal

A DeCripto é a nova declaração de criptoativos da Receita Federal. Ela substitui a IN RFB 1.888/2019, amplia o reporte de operações com criptomoedas e aumenta a capacidade de cruzamento de dados entre investidores, exchanges, prestadores de serviços e plataformas que atuam no mercado cripto.

A DeCripto é uma das mudanças mais relevantes na fiscalização de criptoativos no Brasil. Tão importante quanto saber o que é criptomoedas? Ou como comprar criptomoedas?

Ela não cria um novo imposto sobre criptomoedas.

Mas muda a forma como a Receita Federal passa a receber, organizar, comparar e cruzar informações sobre operações com ativos digitais, como por exemplo da corretora Binance.

Durante anos, a orientação básica para investidores foi simples: cripto precisa declarar.

Essa frase continua verdadeira.

Mas ficou incompleta.

Com a DeCripto, a pergunta deixa de ser apenas se o contribuinte declarou suas criptomoedas no imposto de renda.

A pergunta passa a ser:

o que a Receita Federal já recebeu sobre essas operações?

Essa é a virada.

A DeCripto inaugura um modelo mais padronizado, detalhado e compatível com o novo cenário global de fiscalização de criptoativos.

Clique aqui para falar com a Declare Cripto.

Resumo rápido: o que muda com a DeCripto?

A DeCripto muda a qualidade e a profundidade das informações enviadas à Receita Federal sobre criptoativos. O foco deixa de ser apenas informar operações isoladas e passa a permitir um cruzamento mais completo entre dados de investidores, exchanges, prestadores de serviços e demais participantes do mercado.

Principais mudanças:

  • substituição da IN RFB 1.888/2019;
  • maior detalhamento das operações com criptoativos;
  • padronização das informações enviadas à Receita Federal;
  • maior foco em operações realizadas em exchanges estrangeiras;
  • aumento da capacidade de cruzamento de dados;
  • alinhamento com padrões internacionais de fiscalização.

Na prática, a Receita Federal passa a enxergar o mercado de criptoativos com muito mais precisão, reduzindo a margem para erros, omissões e inconsistências.

O que é a DeCripto?

A DeCripto é a nova declaração de criptoativos da Receita Federal. Trata-se de uma obrigação acessória, ou seja, uma obrigação de prestar informações ao Fisco, e não de um novo imposto.

Seu objetivo é modernizar o reporte das operações com ativos digitais, permitindo que a Receita Federal receba dados mais completos sobre movimentações, saldos, participantes, plataformas utilizadas e demais informações relevantes para a fiscalização.

Quanto maior a qualidade das informações recebidas, maior a capacidade de cruzamento entre os dados declarados pelos contribuintes e aqueles enviados por terceiros.

O que muda em relação à IN RFB 1.888/2019?

A IN RFB 1.888/2019 foi o primeiro marco regulatório de reporte mensal de operações com criptoativos no Brasil. Desde então, o mercado evoluiu significativamente, com o crescimento de exchanges estrangeiras, carteiras próprias, stablecoins, staking, DeFi e outras modalidades de operação.

A DeCripto foi criada justamente para acompanhar essa evolução, ampliando o nível de detalhamento das informações e tornando o modelo de fiscalização mais compatível com a realidade atual.

Tema IN RFB 1.888/2019 DeCripto
Natureza Obrigação acessória Obrigação acessória
Objetivo Informar operações Modernizar e ampliar o reporte
Abrangência Operações mensais Operações, saldos e informações complementares
Fiscalização Cruzamento limitado Cruzamento muito mais abrangente
Cria novo imposto? Não Não

O principal avanço não está na criação de novas obrigações tributárias, mas na ampliação da capacidade de fiscalização da Receita Federal.

Qual a relação entre a DeCripto e a Lei 14.754/2023?

Embora frequentemente citadas em conjunto, a DeCripto e a Lei nº 14.754/2023 tratam de assuntos diferentes.

A DeCripto define quais informações devem ser enviadas à Receita Federal sobre operações com criptoativos.

Já a Lei 14.754/2023 estabelece regras de tributação para determinadas aplicações financeiras e ativos mantidos no exterior.

Na prática, as duas normas se complementam. Enquanto uma amplia o fluxo de informações para o Fisco, a outra disciplina como determinados ganhos e rendimentos devem ser tributados.

Quem será impactado pela DeCripto?

Investidores

A DeCripto afeta tanto investidores quanto empresas que atuam com ativos virtuais.

Quem investe em criptomoedas precisará manter um histórico completo das operações realizadas, especialmente quando utiliza diferentes exchanges ou realiza movimentações entre carteiras.

É recomendável manter organizados:

  • extratos;
  • custo de aquisição;
  • histórico de compras e vendas;
  • transferências entre carteiras;
  • operações realizadas no exterior;
  • documentação de suporte.

Quanto mais organizado estiver esse histórico, menor o risco de inconsistências futuras.

Exchanges e empresas

Para exchanges, VASPs e demais empresas do setor, a DeCripto reforça a necessidade de processos sólidos de compliance e governança de dados.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • qualidade das informações reportadas;
  • conciliação de operações;
  • identificação correta dos usuários;
  • trilhas de auditoria;
  • classificação das operações;
  • controles internos.

O reporte fiscal deixa de ser apenas uma obrigação operacional e passa a fazer parte da estrutura de governança da empresa.

A DeCripto cria imposto sobre criptomoedas?

Não.

A DeCripto não cria qualquer novo imposto sobre criptomoedas.

Ela apenas amplia a obrigação de prestar informações à Receita Federal.

Os tributos continuam sendo apurados conforme a legislação vigente, incluindo as regras aplicáveis ao Imposto de Renda, ganho de capital e demais normas tributárias.

O que muda é a capacidade da Receita Federal de verificar se as informações declaradas são compatíveis com os dados recebidos de outras fontes.

Por que a DeCripto aumenta o risco de malha fina?

Com a DeCripto, a Receita Federal passa a receber informações mais detalhadas sobre operações realizadas por investidores e empresas.

Isso permite cruzar dados entre:

  • declarações do contribuinte;
  • informações enviadas por exchanges;
  • movimentações financeiras;
  • saldos;
  • operações realizadas no exterior;
  • documentos fiscais.

Assim, o risco deixa de estar apenas na ausência de declaração e passa também a envolver divergências, informações incompletas ou falta de documentação que comprove a origem e o histórico dos ativos.

Como se preparar para a DeCripto?

A melhor forma de se preparar é manter todas as operações organizadas e documentadas.

Para investidores

  • baixar os extratos de todas as exchanges;
  • revisar custos de aquisição;
  • conferir saldos;
  • organizar transferências entre carteiras;
  • revisar declarações anteriores;
  • manter documentação de suporte.

Para empresas

  • revisar processos internos;
  • validar cadastros e informações;
  • conciliar operações e saldos;
  • revisar os leiautes de reporte;
  • manter trilhas de auditoria e documentação técnica.

Antecipar essa organização reduz riscos e facilita o cumprimento das novas obrigações.

Conclusão

A DeCripto representa uma evolução na fiscalização dos criptoativos no Brasil. Ela não cria novos tributos, mas amplia significativamente a qualidade das informações recebidas pela Receita Federal e sua capacidade de cruzamento de dados.

Para investidores, isso significa que manter um histórico organizado das operações deixa de ser apenas uma boa prática e passa a ser essencial.

Para exchanges e empresas do setor, a DeCripto reforça a importância da governança, da qualidade dos dados e do compliance fiscal.

Quanto antes essa organização for implementada, menor será o risco de inconsistências e maior será a segurança no relacionamento com o Fisco.

Precisa organizar suas operações com criptomoedas ou adequar sua empresa às novas exigências da Receita Federal? Fale com a equipe da Declare Cripto e descubra como simplificar esse processo com segurança e tecnologia.

Perguntas Frequentes

O que é a DeCripto?

A DeCripto é a nova obrigação acessória da Receita Federal para ampliar o reporte de informações sobre operações com criptoativos. Ela substitui a IN RFB nº 1.888/2019.

A DeCripto cria um novo imposto sobre criptomoedas?

Não. A DeCripto não cria novos tributos. Ela moderniza a forma como as informações sobre operações com criptoativos são enviadas à Receita Federal.

Quem será impactado pela DeCripto?

Investidores, exchanges, VASPs e empresas que atuam com ativos virtuais serão impactados pelas novas exigências de reporte e organização das informações.

Qual a diferença entre a DeCripto e a IN RFB nº 1.888/2019?

A DeCripto amplia o detalhamento das informações enviadas à Receita Federal, aumenta a capacidade de cruzamento de dados e atualiza o modelo de fiscalização para a realidade atual do mercado.

Binance começará a reportar operações de brasileiros à Receita Federal em julho de 2026

A maior exchange do mundo passará a enviar dados de usuários brasileiros à Receita. A mudança marca uma nova fase da fiscalização cripto no Brasil.

A Binance começará a reportar operações de brasileiros à Receita Federal a partir de julho de 2026.

A informação consta em comunicado da própria Binance, que esclareceu que passará a reportar mensalmente as transações dos usuários conforme a IN RFB nº 2.291/2025, norma que instituiu a DeCripto.

Na prática, a Binance começará a reportar operações de brasileiros dentro do novo modelo de prestação de informações da Receita Federal. Até junho de 2026, o usuário continua obrigado a declarar criptomoedas no modelo da IN RFB nº 1.888/2019.

A notícia é relevante porque muda a lógica do jogo.

A partir de agora, a Receita Federal não dependerá apenas do que o investidor declarar. Ela também receberá dados da própria exchange.

O recado é simples.

A operação pode estar em uma exchange estrangeira. Mas o investidor brasileiro continua no radar da Receita.

O que muda na prática

A Binance informou que passará a enviar mensalmente as transações dos usuários brasileiros conforme a DeCripto.

Isso não significa que o investidor perde sua responsabilidade.

Mesmo com o reporte da exchange, o contribuinte continua responsável por organizar suas operações, apurar resultados e declarar ganhos conforme as regras da Lei nº 14.754/2023.

Também continua responsável por operações realizadas fora da Binance, como movimentações em outras exchanges, carteiras próprias, DeFi, autocustódia, transferências internacionais e demais operações que não estejam integralmente cobertas pelo reporte da plataforma.

A exchange informa uma parte relevante da operação.

Mas quem responde pela integridade das informações continua sendo o contribuinte.

DeCripto: menos espaço para divergência

A DeCripto amplia a capacidade de cruzamento da Receita Federal ao trazer informações mais frequentes, padronizadas e comparáveis sobre operações com criptoativos — não apenas de exchanges locais, mas também de exchanges estrangeiras, empresas de cartão de crédito, gateways de pagamento, provedores de PIX e demais participantes do fluxo financeiro digital.

O risco, portanto, deixa de estar apenas em não declarar.

Passa também a estar em declarar de forma incompleta, divergente ou sem documentação suficiente.

Esse é o ponto central.

O mercado cripto deixou de operar em um ambiente de informação isolada.

Agora, a informação é cruzada.

O que isso significa para o investidor

A mudança não deve ser lida como pânico.

Deve ser lida como realidade.

A maior exchange do mundo passará a reportar brasileiros à Receita Federal, independentemente da vontade do usuário.

Isso reduz o espaço para improviso.

E aumenta a importância de histórico, consistência e rastreabilidade.

Quem opera cripto precisa saber o que comprou, vendeu, transferiu, apurou e declarou.

Não basta ter saldo.

É preciso ter histórico.

Como a Declare Cripto ajuda

A Declare Cripto foi criada exatamente para esse cenário.

A plataforma ajuda o investidor a consolidar operações, organizar carteiras, calcular preço médio, apurar resultados e gerar relatórios com base em dados estruturados.

Não se trata apenas de preencher uma declaração.

Trata-se de construir lastro patrimonial e consistência.

Em um ambiente de DeCripto, reportes mensais e cruzamento automatizado, essa consistência deixa de ser conveniência.

Vira proteção.

Conclusão

A Binance começará a reportar operações de brasileiros à Receita Federal em julho de 2026.

Esse é o fato.

A maior exchange do planeta passará a integrar o fluxo de informações fiscais do investidor brasileiro.

A Receita receberá dados da plataforma.

O contribuinte continuará responsável pela apuração, declaração e comprovação das suas operações.

Organizar agora é melhor do que corrigir depois. É melhor prevenir, do que remediar.

Perguntas Frequentes

Quando a Binance começará a reportar operações de brasileiros à Receita Federal?

A Binance informou que passará a reportar mensalmente as operações dos usuários brasileiros a partir de julho de 2026, conforme as regras da DeCripto.

O reporte da Binance substitui a obrigação de declarar criptomoedas?

Não. O contribuinte continua responsável por organizar suas operações, apurar resultados e cumprir suas obrigações fiscais.

A Receita Federal receberá informações apenas da Binance?

Não. A DeCripto amplia o fluxo de informações recebidas pela Receita Federal, incluindo dados de diferentes participantes do mercado financeiro digital.

Operações fora da Binance também precisam ser controladas?

Sim. Movimentações em outras exchanges, carteiras próprias, DeFi, autocustódia e transferências continuam sendo responsabilidade do investidor.

Urso inteligente não fica sem peixe

Urso inteligente não fica sem peixe

O Banco Central acertou ao regular cripto. Mas está apertando demais. E quando a regra fica cara, o peixe não desaparece. Ele muda de dono ou muda de rio.

O Brasil precisava regular cripto.

Fraude, lavagem de dinheiro, falsa custódia, pirâmides, sonegação, evasão de divisas e ocultação patrimonial corroeram a confiança no mercado.

O Banco Central precisava agir. A Receita Federal também.

E agiram.

Mas agora a pergunta mudou.

Não é mais se o mercado deve ser regulado. Deve.

A pergunta é outra:

até que ponto a regulação protege o investidor e a partir de quando começa a proteger os donos do mercado?

Essa é a linha.

O problema existe. O excesso também.

Banco Central e Receita Federal não apertaram o cerco por capricho.

Há riscos reais. Negar isso seria infantil.

Mas reconhecer o problema não autoriza qualquer resposta regulatória.

Boa regulação corrige risco real.

Regulação excessiva cria reserva de mercado.

A régua subiu. Demais.

O Banco Central acerta ao exigir governança, segregação patrimonial, PLD/FT, controles, segurança e reporte. Isso organiza o mercado.

Mas existe um ponto em que proteção vira seleção. E seleção vira concentração.

Quando a régua sobe demais, o pequeno deixa de competir por tecnologia, produto e atendimento.

Passa a competir por jurídico, auditoria, capital mínimo, licença, compliance e prazo de autorização.

Nesse jogo, nem sempre vence quem inova melhor.

Vence quem aguenta esperar.

Quem aguenta pagar.

Quem aguenta sustentar estrutura antes de gerar receita.

O pequeno sabe pescar.

O grande canaliza o rio.

O discurso é proteção. O efeito pode ser concentração.

Toda regulação excessiva vem vestida de boa intenção.

Proteção do investidor. Integridade do sistema. Prevenção à lavagem. Segurança financeira.

Tudo isso importa.

Mas a consequência prática também importa.

Se operar legalmente fica caro demais, o mercado regulado passa a ser ocupado por quem já nasceu grande.

A inovação deixa de ser filtrada pelo mérito.

Passa a ser filtrada pela capacidade de suportar burocracia.

O Estado não precisa entregar o mercado aos grandes.

Basta tornar o mercado caro demais para os pequenos.

A barreira faz o trabalho.

O pequeno sabe pescar. O grande canaliza o rio.

O ponto não é demonizar bancos, corretoras ou infraestruturas reguladas.

Eles têm papel relevante: capital, governança, distribuição, confiança institucional e capacidade operacional.

O problema é a regra desproporcional.

O pequeno pode ser técnico, sério e inovador.

Pode conhecer melhor o produto.

Pode entender melhor o usuário.

Mas se a regra fica cara demais, conhecimento não basta.

Será preciso capital, jurídico, compliance, auditoria, tempo e fôlego.

É aí que o mercado concentra.

Não porque os grandes estejam errados.

Mas porque quem já tem estrutura consegue canalizar o fluxo para o seu terreno.

O risco é domesticar o mercado

Cripto nasceu como infraestrutura aberta, global, programável e contínua.

Com autocustódia.

Com liquidação sem horário bancário.

Com transferência direta.

Uma regulação mal calibrada pode transformar isso em mais um produto dentro de aplicativo bancário.

Seguro.

Bonito.

Autorizado.

Controlado.

E caro.

O mercado não acaba.

Muda de formato.

E muda de dono.

A escada não pode virar pedágio

A regulação deveria construir uma escada para o salmão.

Uma rota segura, transparente e supervisionada.

Mas, se a escada fica alta demais, cara demais e estreita demais, vira pedágio.

E pedágio não organiza ecossistema.

Pedágio controla passagem.

Só passa quem consegue pagar.

Ou quem já construiu a ponte.

O salmão continua existindo.

Mas não passa mais pelo rio aberto.

Passa pelo canal autorizado.

A inovação continua acontecendo.

Mas fora do Brasil.

Ou dentro de estruturas grandes demais para serem desafiadas.

A conclusão é simples

O Banco Central acertou ao regular.

Mas precisa parar antes de transformar proteção em concentração.

O Brasil não precisa escolher entre segurança e inovação.

Precisa dos dois.

Com técnica.

Com proporcionalidade.

Com regime baseado em risco.

Com sandbox real.

Com obrigações graduais.

Se o regulador construir escadas, o ecossistema cresce.

Se transformar a escada em pedágio, o fluxo não acaba.

Ele muda de curso.

E Brasília precisa entender a consequência:

o urso não fica apenas sem peixe.

Ou dorme com fome, ou muda de rio.

E quando o urso muda de rio, o Brasil perde o peixe, o dado, a inovação, a arrecadação e a chance de liderar.

Perguntas Frequentes

Como uma regulação excessiva pode afetar empresas menores?

Custos elevados com compliance, auditoria, exigências jurídicas e licenças podem dificultar a competição de empresas menores com grandes instituições.

O que significa concentração de mercado?

É quando um número reduzido de empresas passa a dominar determinado setor, reduzindo a concorrência e a diversidade de soluções disponíveis.

O que é um sandbox regulatório?

É um ambiente controlado criado pelo regulador para que empresas possam testar soluções inovadoras com exigências regulatórias adaptadas ao estágio do projeto.

O Prazo do IR 2026 Acabou. Mais de 1,4 Milhão Caíram na Malha Fina: Suas Criptos Estão Seguras?

O Prazo do IR 2026 Acabou. Mais de 1,4 Milhão Caíram na Malha Fina: Suas Criptos Estão Seguras?

O relógio zerou. O dia 29 de maio marcou o fim do prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda 2026. Se você respirou aliviado após enviar a sua ou se perdeu o prazo e deixou para depois, é bom apertar os cintos. O jogo com a Receita Federal mudou, e as regras estão mais rígidas do que nunca, especialmente para quem investe em criptoativos.

Os números não mentem: mais de 1,4 milhão de contribuintes já caíram na malha fina logo na largada deste ano. E entre os principais motivos, a divergência de dados e a omissão de operações com ativos de renda variável lideram o ranking.

Se você operou Bitcoin, altcoins ou se aventurou em DeFi nos últimos anos, este artigo é um alerta máximo. Entenda o que a Receita já sabe sobre você, os riscos do famoso “imposto dedo-duro” e a estratégia exata para blindar seu patrimônio agora mesmo.

O “Imposto Dedo-Duro” e o Fim do Anonimato

Muitos investidores ainda acreditam no mito de que a Receita Federal é “cega” para o mercado cripto. Isso não poderia estar mais longe da realidade.

Existe um mecanismo pouco conhecido, apelidado de “imposto dedo-duro” (um recolhimento simbólico de 0,005% em operações financeiras), cuja principal função é sinalizar à Receita que houve movimentação.

E esse monitoramento só está ficando mais sofisticado.

Hoje, corretoras nacionais já reportam dados diretamente ao Fisco — e as internacionais seguem o mesmo caminho. Exchanges como a Binance, por exemplo, operam como entidades estrangeiras e, até junho de 2026, os próprios usuários ainda são responsáveis por reportar suas transações (IN 1.888/2019).

Mas isso muda: a partir de julho de 2026, essas plataformas passarão a reportar automaticamente as operações dos usuários à Receita (IN 2.291/2025), eliminando de vez qualquer expectativa de anonimato.

Além disso, as regras atuais seguem a Lei nº 14.754/2023 e a IN nº 2.180/2024, que reforçam a obrigatoriedade de declarar rendimentos com criptoativos, inclusive aqueles mantidos no exterior.

Na prática, a Receita cruza dados para montar um “raio-x” das suas movimentações. Se você movimentou R100 mil em cripto, mas declarou apenas R 10 mil (ou omitiu lucros), a conta não fecha.

E quando há divergência, o destino é um só: malha fina.

O Perigo da “IA Genérica” na Hora de Declarar

Com a popularização da Inteligência Artificial, muita gente tentou facilitar a vida jogando o histórico de trades em ferramentas como ChatGPT para calcular o ganho de capital ou tentar entender as regras de isenção.

Mas especialistas e a própria dinâmica do Fisco dão o alerta: usar IA genérica para preencher o imposto de renda é um atalho direto para a malha fina.

A legislação tributária brasileira para criptoativos tem particularidades severas (swaps, permutas, limites de R$ 35 mil mensais, airdrops, staking). Uma IA não treinada com dados fiscais específicos pode, e vai , ter “alucinações”, calculando impostos incorretos ou omitindo obrigações acessórias. Na hora da auditoria, você não poderá culpar o robô. A multa vai para o seu CPF.

Perdeu o Prazo (29 de maio) ou Declarou com Dúvida? A Estratégia de Redução de Danos

Se você está no grupo dos que perderam o prazo ou dos que enviaram a declaração “de qualquer jeito” só para evitar a multa inicial, existem duas estratégias fundamentais que precisam ser executadas o mais rápido possível:

1. Para quem não entregou: Corra para declarar (e assuma a multa mínima)

Entregar em atraso gera uma multa (que começa em R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido), mas não entregar é muito pior. A omissão sujeita você ao cancelamento do CPF, bloqueio de contas bancárias e juros compostos altíssimos. Envie o quanto antes para estancar o sangramento.

2. Para quem enviou com erros: A Retificadora Preventiva

Se você omitiu carteiras, não declarou lucros ou lançou os valores de forma incorreta por não saber consolidar suas operações, você ainda tem uma janela de ouro.

A Declaração Retificadora permite que você conserte as informações antes que a Receita envie uma intimação oficial. Depois que o Fisco notificar você, a opção de corrigir espontaneamente acaba, e as multas punitivas de ofício (que podem chegar a 75% ou 150% do valor do imposto) entram em cena.

A Solução Definitiva: Como a Declare Cripto blinda suas operações

Investir em cripto já exige tempo, estudo e controle emocional. Ficar horas cruzando planilhas, calculando DARF e tentando desvendar um relatório técnico não deveria ser o seu trabalho.

É exatamente por isso que a Declare Cripto revolucionou o mercado.

Com mais de 160 integrações via API, entre corretoras, blockchains e carteiras, você não precisa mais se preocupar em interpretar gráficos complexos ou decifrar a lei.

Tudo isso em dashboards de controle patrimonial e paineis demonstrativos de movimentações, lucros e impostos a recolher. Além de toda documentação necessária para você fazer o seu Imposto de renda de forma privada, segura e eficiente.

Não seja parte dos 1,4 milhão deCPFs travados pela Receita Federal este ano.

A janela de regularização e retificação está aberta, mas ela não dura para sempre. Antecipe-se ao Fisco.

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Ripio vira alvo de reclamações após criptomoedas aparecerem em declarações de Imposto de Renda

A corretora de criptomoedas Ripio passou a enfrentar uma onda de reclamações de usuários após registros de criptomoedas aparecerem em declarações pré-preenchidas do Imposto de Renda. Alguns contribuintes afirmam que nunca compraram ativos digitais pela plataforma e demonstraram preocupação com possíveis problemas fiscais.

O caso ganhou repercussão após diversas queixas registradas em plataformas de reclamação de consumidores, levantando dúvidas sobre como determinadas criptomoedas foram vinculadas aos CPFs dos usuários.

Cashback em criptomoeda estaria por trás das informações

Segundo a própria empresa, os registros que aparecem na declaração de alguns contribuintes estão relacionados a valores recebidos em Mercado Coin (MCN) ou Meli Dólar (MUSD). Esses ativos digitais eram distribuídos como cashback em compras realizadas no ecossistema do Mercado Livre e do Mercado Pago.

A Ripio explica que esses tokens ficam sob custódia da empresa, que mantém parceria com o Mercado Livre desde 2022 para a gestão desses ativos digitais. Por essa razão, os valores podem aparecer vinculados ao CPF dos usuários em relatórios enviados à Receita Federal.

Usuários relatam surpresa ao iniciar a declaração

Alguns consumidores relataram ter descoberto as criptomoedas ao acessar a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda. Há casos de pessoas que afirmam não conhecer a empresa ou não se lembrar de ter adquirido qualquer criptomoeda.

Entre as preocupações relatadas estão o risco de cair na malha fina ou de ter informações fiscais incorretas associadas ao CPF. Em alguns casos, usuários disseram que pretendem procurar órgãos de defesa do consumidor ou até a Justiça para esclarecer a situação.

Ripio afirma cumprir obrigação legal com a Receita

Em nota, a empresa afirmou que as informações aparecem nas declarações porque a custódia desses tokens é administrada pela própria plataforma. Dessa forma, existe obrigação de reportar os dados às autoridades fiscais.

Segundo a corretora, os valores registrados refletem tokens distribuídos ou adquiridos dentro do aplicativo do Mercado Pago, conforme previsto nos termos de uso do serviço.

Mercado Livre anuncia fim da Mercado Coin

Em meio às reclamações, o Mercado Livre informou que irá encerrar o programa da Mercado Coin, criptomoeda usada como recompensa em seu sistema de cashback.

De acordo com comunicado enviado aos usuários, a partir de abril não será mais possível comprar, vender ou receber novas recompensas nesse ativo. Quem ainda possuir tokens poderá vendê-los ou utilizá-los antes do prazo final, quando o saldo remanescente será automaticamente convertido para reais.

Impacto para quem declara criptomoedas

O episódio evidencia como informações relacionadas a criptoativos podem aparecer automaticamente em bases de dados utilizadas pela Receita Federal.

Mesmo valores recebidos como cashback ou recompensas em plataformas digitais podem gerar registros vinculados ao CPF do usuário, reforçando a importância de revisar cuidadosamente os dados da declaração pré-preenchida.

Fonte: Portal do Bitcoin – “Ripio é alvo de reclamações por criptomoedas listadas no Imposto de Renda”

Perguntas Frequentes

Por que criptomoedas apareceram no Imposto de Renda de alguns usuários?

Segundo a Ripio, os valores estão relacionados a tokens recebidos como cashback em programas do Mercado Livre ou adquiridos pelo aplicativo do Mercado Pago.

Essas criptomoedas foram compradas pelos usuários?

Nem sempre. Em muitos casos os ativos foram distribuídos automaticamente como recompensa em compras ou programas de fidelidade.

Isso pode causar problemas na declaração?

Se os dados estiverem incorretos ou desconhecidos pelo contribuinte, é importante revisar a declaração e buscar esclarecimentos para evitar inconsistências fiscais.

Receita Federal usa IA para rastrear criptomoedas e vira referência internacional

A Receita Federal do Brasil vem ganhando protagonismo global ao utilizar inteligência artificial para monitorar operações com criptoativos e identificar atividades suspeitas no mercado. A tecnologia, que já rastreia corretoras e transações em blockchain, foi apresentada em um evento internacional e passou a ser vista como modelo por outras autoridades fiscais.

O avanço reforça o papel do Brasil na fiscalização de ativos digitais e no combate a crimes financeiros envolvendo criptomoedas.

IA da Receita Federal e o rastreamento de criptoativos

O destaque brasileiro ocorreu durante uma conferência internacional sobre ativos virtuais e lavagem de dinheiro, que reuniu autoridades de diversos países. A Receita Federal foi a única administração tributária presente no encontro, demonstrando sua atuação direta no combate ao uso ilícito de criptomoedas.

O principal ponto apresentado foi o uso do chamado Projeto Analytics, uma plataforma que processa centenas de milhões de transações por ano com apoio de inteligência artificial e análise de redes complexas.

Como funciona o sistema de monitoramento

A tecnologia desenvolvida pela Receita cruza dados fiscais tradicionais com informações extraídas diretamente da blockchain, permitindo identificar:

  • Beneficiários finais de transações

  • Estruturas societárias ocultas

  • Operações suspeitas em exchanges

  • Esquemas como pirâmides financeiras e lavagem de dinheiro

Além disso, o sistema já é capaz de mapear corretoras que operam sem registro no Brasil e rastrear fluxos financeiros internacionais envolvendo criptoativos.

Brasil como referência global em fiscalização cripto

A atuação brasileira chamou atenção internacional, especialmente por integrar inteligência artificial com dados fiscais e blockchain em uma mesma estrutura de análise.

Durante o evento, autoridades internacionais destacaram o modelo brasileiro como referência para fortalecer o combate ao crime financeiro transnacional. A iniciativa também influenciou discussões sobre maior participação de administrações tributárias em organismos internacionais de combate à lavagem de dinheiro.

Integração com padrões globais

O avanço da Receita Federal também está alinhado com a implementação de padrões internacionais como o Crypto-Asset Reporting Framework (CARF), que prevê a troca automática de informações entre países.

Esse cenário amplia a capacidade de rastreamento global e reduz o anonimato em operações com criptomoedas, especialmente quando envolvem múltiplas jurisdições.

O uso de inteligência artificial pela Receita Federal marca uma nova fase na fiscalização de criptoativos no Brasil. Com tecnologia avançada e integração internacional, o país passa a ocupar posição estratégica no combate a crimes financeiros envolvendo blockchain.

Para investidores, o recado é claro: o nível de rastreabilidade aumentou, e a conformidade fiscal se torna cada vez mais essencial.

Fonte: Livecoins – “IA da Receita Federal do Brasil rastreia corretoras de criptomoedas e vira modelo no exterior”

Perguntas Frequentes

A Receita Federal consegue rastrear criptomoedas?

Sim. Com uso de inteligência artificial e análise de blockchain, o órgão consegue identificar transações, padrões suspeitos e até beneficiários finais em determinadas operações.

A tecnologia afeta investidores comuns?

Não diretamente. O foco é combater atividades ilícitas, mas o aumento da fiscalização exige maior atenção à conformidade fiscal por parte dos investidores.

O Brasil está avançado nesse tipo de monitoramento?

Sim. O modelo brasileiro já foi apresentado internacionalmente e passou a ser considerado referência por outras autoridades fiscais.

Paraguai passa a exigir declaração fiscal de operações com criptomoedas

O Paraguai deu um novo passo na supervisão do mercado de criptoativos ao estabelecer uma obrigação fiscal para operações envolvendo criptomoedas. A medida determina que residentes e empresas que movimentem ativos digitais acima de determinados valores deverão informar essas transações às autoridades fiscais.

A iniciativa marca uma mudança importante no posicionamento do país, que historicamente era visto como uma jurisdição mais flexível para atividades envolvendo criptomoedas.

Nova obrigação fiscal para criptoativos

A regra foi introduzida por meio da Resolução 47/26 da autoridade tributária paraguaia (DNIT), que passa a exigir o reporte detalhado de transações com criptomoedas. Entre os dados que poderão ser informados às autoridades estão:

  • Endereços de carteira digital

  • Hashes de transação

  • Redes utilizadas nas operações

O objetivo é integrar o mercado de criptoativos ao sistema de fiscalização tributária e fortalecer o monitoramento de atividades financeiras envolvendo ativos digitais.

Operações acima de limite anual entram no radar

A regulamentação prevê que operações com criptomoedas acima de US$ 5 mil por ano deverão ser reportadas ao fisco. A regra pode atingir diferentes tipos de movimentações, incluindo transferências, doações, heranças e negociações envolvendo ativos digitais.

A medida também se alinha a recomendações internacionais de combate à lavagem de dinheiro e financiamento ilícito, especialmente às diretrizes do Financial Action Task Force (FATF) para ativos virtuais.

Paraguai mantém sistema tributário territorial

Apesar do aumento da supervisão, o país continua operando sob um sistema tributário territorial, no qual apenas rendimentos gerados dentro do Paraguai são tributados. Isso significa que muitos ganhos com criptomoedas obtidos em exchanges internacionais ainda podem permanecer fora da base tributária local.

Esse modelo tem sido um dos fatores que atraem investidores e empreendedores do setor de ativos digitais para o país.

Movimento global de regulação

A nova obrigação fiscal acompanha uma tendência global de maior supervisão sobre criptomoedas. Diversos países vêm criando mecanismos de monitoramento para integrar os ativos digitais aos sistemas tradicionais de fiscalização financeira.

No caso do Paraguai, a regulamentação representa um equilíbrio entre manter um ambiente competitivo para inovação e ampliar a transparência sobre operações envolvendo criptoativos.

Fonte: Ascen Crypto Newsletter

Perguntas Frequentes

O Paraguai passou a cobrar imposto sobre criptomoedas?

Não necessariamente. A nova regra estabelece principalmente uma obrigação de declaração e reporte de transações, enquanto o sistema territorial do país continua limitando a tributação a rendimentos gerados dentro do Paraguai.

Quem precisa declarar operações com criptomoedas?

Residentes e empresas que realizarem operações com ativos digitais acima de determinados limites anuais podem ter que informar essas transações às autoridades fiscais.

O que muda para investidores em criptomoedas no Paraguai?

A principal mudança é o aumento da transparência e rastreabilidade das operações, com exigência de reporte de dados técnicos como carteiras e transações.

Receita Federal aplica R$ 54 milhões em multas por erros na declaração de criptomoedas

A Receita Federal já aplicou cerca de R$ 54 milhões em multas em fiscalizações relacionadas a erros, inconsistências e omissões na declaração de operações com criptomoedas no Brasil.

As informações constam em um documento enviado pelo Fisco ao Congresso Nacional após questionamentos da Câmara dos Deputados sobre a fiscalização de apostas eletrônicas e operações com criptoativos.

Segundo a Receita, o valor é resultado de dez fiscalizações já concluídas, focadas na verificação de inconformidades na apuração de ganho de capital tributável e de rendimentos vinculados a ativos virtuais. Os autos de infração foram lavrados de ofício após a identificação de problemas nas declarações apresentadas pelos contribuintes.

O órgão afirma que a fiscalização de criptoativos integra um macroprocesso de controle tributário, baseado no cruzamento de dados declarados pelos próprios contribuintes com informações fornecidas por terceiros, obtidas por meio de obrigações acessórias e outros canais legais.

No caso das criptomoedas, a principal base de dados utilizada é a Declaração de Criptoativos (DeCripto), instituída pela Instrução Normativa nº 1.888, de 2019, e atualizada pela Instrução Normativa nº 2.291, de 2025.

A Receita também informou que participa de processos para aquisição de softwares especializados em rastreamento e análise de transações em blockchain, com o objetivo de ampliar o monitoramento de operações realizadas fora do sistema financeiro tradicional. Ainda assim, reconhece limitações técnicas, especialmente pela ausência de intercâmbio automático de informações com outros países.

Essa lacuna deve começar a ser reduzida a partir de 2027, com a implementação do Crypto Asset Reporting Framework (CARF), iniciativa da OCDE que permitirá o envio e recebimento automático de informações sobre criptoativos entre o Brasil e outras jurisdições.

O Fisco afirmou ainda que não possui estimativa oficial do volume total de criptoativos mantidos por brasileiros e não declarados.

Fonte: Portal do Bitcoin – Receita já aplicou R$ 54 milhões em multas por erros em declarações de criptomoedas

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que motivou as multas aplicadas pela Receita Federal?

Erros, inconsistências e omissões na declaração de operações com criptomoedas.

Qual foi o valor total das multas já aplicadas?

Cerca de R$ 54 milhões, segundo a Receita Federal.

Quantas fiscalizações resultaram nessas autuações?

Dez fiscalizações já concluídas.

O Que é uma Exchange de Criptomoedas e Como Escolher a Melhor

 

A porta de entrada para o universo cripto começa aqui

Para quem está iniciando no mundo dos criptoativos, tudo começa com uma decisão: onde comprar e vender suas criptomoedas com segurança. As exchanges são o primeiro passo — a ponte entre o dinheiro tradicional e a nova economia digital.
Mas o que é, de fato, uma exchange? Como funciona? E como escolher a melhor entre tantas opções? Respire fundo. Este guia foi feito para você.

1. O que é uma Exchange de Criptomoedas?

Uma exchange é uma plataforma online onde você compra, vende ou troca criptoativos — como se fosse uma casa de câmbio digital. A diferença? Em vez de trocar reais por dólares, você troca reais por Bitcoin, Ethereum ou outras criptos.

2. Como Funciona uma Exchange

As exchanges conectam compradores e vendedores em tempo real. Elas mantêm um livro de ofertas onde suas ordens são listadas e “casadas” com ordens de outros usuários.
Você compra. Alguém vende. A plataforma executa a operação e cobra uma pequena taxa. Simples assim. E o melhor: muitas ainda oferecem custódia dos ativos, mantendo suas criptos seguras — ou pelo menos deveriam.

3. Centralizada ou Descentralizada? Qual a Diferença?

Exchanges Centralizadas (CEX)

  • Operadas por empresas
  • Interface simples
  • Alta liquidez
  • Você entrega a custódia dos seus ativos
  • Exemplos: Binance, Coinbase, Mercado Bitcoin

Exchanges Descentralizadas (DEX)

  • Operam direto na blockchain
  • Mais privacidade
  • Controle total dos fundos
  • Exigem conhecimento técnico
  • Exemplos: Uniswap, PancakeSwap

4. Como Escolher a Melhor Exchange: 5 Pontos-Chave

 Segurança

Segurança não é um recurso extra — é o mínimo. Priorize plataformas que levem isso a sério:

  • Autenticação de dois fatores (2FA)
  • Armazenamento em cold wallets para a maior parte dos fundos
  • Histórico de segurança sólido, sem grandes incidentes
  • Fundos de reserva ou seguros, como o SAFU (Secure Asset Fund) da Binance
  • Testes de resiliência e auditorias externas regulares

Esses elementos demonstram compromisso com a proteção dos seus ativos e a estabilidade da plataforma.

Taxas

Compare as taxas de negociação, depósito e saque. Algumas cobram menos por volumes altos, outras são mais vantajosas para quem está começando. Avalie o custo-benefício.

Liquidez

Alta liquidez significa mais facilidade para comprar ou vender sem oscilações bruscas de preço. Evite exchanges onde seus pedidos “travam” por falta de demanda.

Variedade de Criptos

Quer diversificar sua carteira? Prefira exchanges com uma boa seleção de ativos — das moedas mais consolidadas às promissoras altcoins.

Usabilidade e Suporte

Uma interface simples, em português, com suporte acessível, faz toda a diferença — principalmente nos primeiros passos.

5. E as Obrigações Fiscais? A Gente Resolve.

Não importa quantas exchanges você use — os impostos continuam com você. A boa notícia? A Declare Cripto cuida disso para você.
Conecte suas exchanges, importe seu histórico automaticamente e organize tudo em um só lugar. A declaração de criptoativos, feita de forma simples, precisa e segura.
Opere em quantas exchanges quiser. A Declare Cripto organiza tudo.

Conclusão

Escolher a exchange certa não é só uma questão de praticidade — é sobre segurança, controle e tranquilidade. Invista com consciência. Comece com solidez. E conte com a Declare Cripto para cuidar da parte mais complexa.

Perguntas Frequentes

Posso usar mais de uma exchange?

Sim. Muitos investidores diversificam por taxas ou variedade. Só não esqueça da organização fiscal.

E se a exchange for hackeada?

Em CEXs, o risco existe. Prefira exchanges seguras e considere mover ativos para carteiras privadas.

Exchanges brasileiras são mais seguras?

Não necessariamente. Avalie a estrutura de segurança, não só a localização. Mas o suporte local pode ajudar.

Empresário é condenado a 17 anos por esquema milionário com criptomoedas no Brasil

Uma condenação que marca o setor cripto

A Justiça Federal condenou Dante Felipini, conhecido como “criptoboy”, a 17 anos, 5 meses e 10 dias de prisão pelos crimes de evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de dinheiro com uso de criptomoedas.
A sentença representa a primeira condenação de grande impacto da Operação Colossus, que investigava movimentações bilionárias em ativos digitais para fins ilícitos.

Como funcionava o esquema

Segundo a investigação, Felipini utilizava empresas de fachada e carteiras digitais para movimentar e ocultar recursos.
Apesar das menções a ligações com organizações internacionais, o juiz da 6.ª Vara Federal de São Paulo, Diego Paes Moreira, absolveu o réu das acusações de financiamento ao terrorismo e falsidade ideológica por falta de provas.
Felipini foi preso em janeiro de 2024 no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai, após permanecer foragido por quase dois anos.

O impacto no combate à lavagem de dinheiro com criptoativos

A decisão reforça uma mensagem clara: as autoridades brasileiras estão ampliando o rigor sobre movimentações financeiras em criptomoedas.
A Operação Colossus revelou o uso de exchanges e estruturas empresariais para movimentar bilhões de reais em ativos digitais, demonstrando que o setor está cada vez mais sob escrutínio regulatório.

O que os investidores precisam aprender com isso

  • Rastreabilidade existe: a blockchain facilita investigações quando usada por órgãos competentes.
  • Declarar é obrigatório: ganhos e operações devem ser informados corretamente à Receita Federal.
  • Permuta também conta: trocar uma cripto por outra pode ser evento tributável.
  • Automatizar reduz riscos: plataformas confiáveis ajudam a manter conformidade e evitar problemas legais.

👉  A Declare Cripto permite organizar, calcular e declarar suas operações com segurança e precisão, reduzindo riscos fiscais e jurídicos.

Conclusão

A condenação de 17 anos de prisão no caso Colossus marca um divisor de águas no enfrentamento à lavagem de dinheiro com criptomoedas no Brasil.
Para investidores sérios, é um lembrete claro de que transparência e conformidade fiscal são fundamentais para operar com segurança nesse mercado em expansão.

Fonte: Portal do Bitcoin

Perguntas Frequentes

Preciso declarar criptoativos mesmo que não tenha vendido?

Sim. A posse de ativos digitais acima do limite exigido deve constar na ficha de “Bens e Direitos” da sua declaração.

Operações em corretoras estrangeiras também são fiscalizadas?

Sim. A obrigação de declarar vale para todos os criptoativos, inclusive os mantidos no exterior.

Trocar uma criptomoeda por outra gera imposto?

Na maioria dos casos sim, pois a permuta é tratada como alienação.

Automatizar a declaração ajuda de verdade?

Sim. Plataformas especializadas reduzem erros, calculam preço médio e ajudam a evitar multas e problemas com a Receita.