Banco Central realiza coletiva sobre a regulamentação da negociação com ativos virtuais

O Banco Central fará uma entrevista coletiva às 10 horas desta segunda-feira (10/11) sobre a regulamentação da negociação com ativos virtuais, resultante das Consultas Pública nos. 109, 110 e 111. Participarão da coletiva o diretor de Regulação, Gilneu Vivan, e os chefes dos departamentos de Regulação do Sistema Financeiro, Mardilson Queiroz, e de Regulação Prudencial e Cambial, Ricardo Moura.

A entrevista será realizada no auditório Dênio Nogueira do edifício-sede do Banco Central em Brasília.

Haverá transmissão da coletiva pelo Canal do Banco Central no YouTube. Os jornalistas interessados em participar presencialmente da entrevista deverão se identificar na recepção do edifício-sede do Banco Central.

A imprensa poderá fazer perguntas apenas presencialmente.

Fonte: Banco Central do Brasil – Nota nº 20916

Proposta de regularização fiscal com imposto reduzido para investidores de cripto volta a ser tema no Congresso

O RERAV (Regime Especial de Regularização de Ativos Virtuais) voltou ao debate no Congresso. Após ter saído da MP 1.303/2025, a equipe econômica avalia reapresentar o tema em um novo pacote. Em termos práticos, o mercado acompanha uma proposta em discussão — qualquer decisão dependerá do texto final e da aprovação legislativa.

No desenho anteriormente debatido, o RERAV indicava:

  • Regularização voluntária de cripto (inclusive autocustódia) detidos até 31/12/2025;

  • Alíquota de 7,5% sobre o valor declarado, com possibilidade de multa adicional sugerida em parecer;

  • Janela de até 180 dias após a regulamentação;

  • Adesão sem exigência de chaves públicas ou endereços de carteira.

Esses pontos hoje funcionam apenas como referência e podem ser ajustados se o tema retornar ao texto.

 

O que o Investidor já pode fazer?
Mantenha documentação e lastro organizados, acompanhe a tramitação oficial e avalie custo–benefício quando houver regras definitivas.

 

Fonte: Cointelegraph 

Alerta global: Reino Unido intensifica caça a ganhos não declarados em cripto

Um movimento que atravessa fronteiras

O mercado de criptomoedas enfrenta uma nova realidade. A HMRC, autoridade fiscal do Reino Unido, enviou quase 65 000 cartas de advertência a investidores de cripto no último ano, mais que o dobro do período anterior.
Esse aumento reflete uma tendência global: a intensificação da fiscalização tributária sobre quem investe e não declara corretamente seus ativos digitais.

A ofensiva fiscal do Reino Unido

A HMRC, equivalente à Receita Federal no Brasil, está usando tecnologia avançada e parcerias com exchanges para rastrear transações e identificar ganhos não declarados.
O salto de mais de 100% no número de cartas enviadas mostra que as criptomoedas deixaram de ser “terra sem lei” na visão das autoridades fiscais.

Por que esse movimento ganhou força?

  • Maturidade do mercado: com criptomoedas consolidadas como classe de ativos legítima, governos exigem conformidade tributária.

  • Tecnologia de rastreamento: ferramentas de análise blockchain permitem identificar operações com precisão.

  • Pressão orçamentária: novos recursos fiscais ajudam a compensar déficits públicos.

  • Volatilidade e lucros expressivos: movimentações significativas chamam atenção dos fiscos.

Uma tendência que não para no Reino Unido

O endurecimento das regras no Reino Unido acompanha uma onda global de fiscalização.
Países como Estados Unidos, Austrália, Alemanha e Brasil também estão adotando medidas para monitorar e tributar operações com criptoativos.

Estados Unidos intensifica vigilância

A IRS (Internal Revenue Service) obriga exchanges a reportar transações e usa inteligência artificial para identificar evasão fiscal.

Cenário no Brasil

A Receita Federal exige que investidores declarem seus criptoativos e cruza dados com exchanges nacionais e internacionais.
Quem não cumprir as regras pode enfrentar multas pesadas, juros e até processos por sonegação.

O que os investidores precisam saber

A mensagem é clara: a era da “febre livre” acabou. Quem investe em cripto precisa entender suas obrigações fiscais.

  • A declaração de posse é obrigatória mesmo sem venda.

  • Ganhos com venda de cripto são tributáveis.

  • Trocas entre moedas digitais também podem gerar imposto.

  • Manter histórico organizado de transações é essencial.

Riscos da não conformidade

  • Multas de até 150% do valor não declarado.

  • Juros retroativos sobre valores devidos.

  • Processos criminais em casos graves.

  • Bloqueio de contas e apreensão de ativos.

O futuro da regulação global

A cooperação internacional entre órgãos fiscais cresce rapidamente. Exchanges serão obrigadas a compartilhar dados de transações e penalidades ficarão mais severas.
A ironia: a mesma tecnologia blockchain que prometia anonimato agora aumenta a transparência fiscal.

Tendências emergentes

  • Reportes automáticos obrigatórios de transações.

  • Acordos internacionais de padronização tributária.

  • Punições mais rígidas para evasão fiscal.

Conclusão

As 65 000 cartas da HMRC são apenas um sinal do que vem pela frente.
Em um cenário de fiscalização cada vez mais rigorosa, manter a conformidade fiscal não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica para quem investe em cripto.
Organizar, declarar e antecipar-se à Receita é a melhor forma de proteger seu patrimônio e seguir investindo com tranquilidade.

Perguntas Frequentes

A fiscalização de criptoativos está crescendo só no Reino Unido?

Não. Trata-se de uma tendência global, com países como EUA, Austrália e Brasil intensificando a cobrança.

Posso ser multado mesmo sem ter vendido criptoativos?

Sim. Em muitos países, a simples posse de ativos já exige declaração formal.

Trocar uma cripto por outra gera imposto?

Na maioria das jurisdições, sim. A permuta é tratada como evento tributável.

Como evitar problemas com a Receita?

Mantendo registros organizados, declarando corretamente e, se possível, automatizando cálculos com plataformas especializadas.

Empresário é condenado a 17 anos por esquema milionário com criptomoedas no Brasil

Uma condenação que marca o setor cripto

A Justiça Federal condenou Dante Felipini, conhecido como “criptoboy”, a 17 anos, 5 meses e 10 dias de prisão pelos crimes de evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de dinheiro com uso de criptomoedas.
A sentença representa a primeira condenação de grande impacto da Operação Colossus, que investigava movimentações bilionárias em ativos digitais para fins ilícitos.

Como funcionava o esquema

Segundo a investigação, Felipini utilizava empresas de fachada e carteiras digitais para movimentar e ocultar recursos.
Apesar das menções a ligações com organizações internacionais, o juiz da 6.ª Vara Federal de São Paulo, Diego Paes Moreira, absolveu o réu das acusações de financiamento ao terrorismo e falsidade ideológica por falta de provas.
Felipini foi preso em janeiro de 2024 no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai, após permanecer foragido por quase dois anos.

O impacto no combate à lavagem de dinheiro com criptoativos

A decisão reforça uma mensagem clara: as autoridades brasileiras estão ampliando o rigor sobre movimentações financeiras em criptomoedas.
A Operação Colossus revelou o uso de exchanges e estruturas empresariais para movimentar bilhões de reais em ativos digitais, demonstrando que o setor está cada vez mais sob escrutínio regulatório.

O que os investidores precisam aprender com isso

  • Rastreabilidade existe: a blockchain facilita investigações quando usada por órgãos competentes.
  • Declarar é obrigatório: ganhos e operações devem ser informados corretamente à Receita Federal.
  • Permuta também conta: trocar uma cripto por outra pode ser evento tributável.
  • Automatizar reduz riscos: plataformas confiáveis ajudam a manter conformidade e evitar problemas legais.

👉  A Declare Cripto permite organizar, calcular e declarar suas operações com segurança e precisão, reduzindo riscos fiscais e jurídicos.

Conclusão

A condenação de 17 anos de prisão no caso Colossus marca um divisor de águas no enfrentamento à lavagem de dinheiro com criptomoedas no Brasil.
Para investidores sérios, é um lembrete claro de que transparência e conformidade fiscal são fundamentais para operar com segurança nesse mercado em expansão.

Fonte: Portal do Bitcoin

Perguntas Frequentes

Preciso declarar criptoativos mesmo que não tenha vendido?

Sim. A posse de ativos digitais acima do limite exigido deve constar na ficha de “Bens e Direitos” da sua declaração.

Operações em corretoras estrangeiras também são fiscalizadas?

Sim. A obrigação de declarar vale para todos os criptoativos, inclusive os mantidos no exterior.

Trocar uma criptomoeda por outra gera imposto?

Na maioria dos casos sim, pois a permuta é tratada como alienação.

Automatizar a declaração ajuda de verdade?

Sim. Plataformas especializadas reduzem erros, calculam preço médio e ajudam a evitar multas e problemas com a Receita.

Brasil movimenta US$ 318,8 bilhões em cripto e cresce 109,9% em um ano: o que isso significa para investidores?

O Brasil acaba de consolidar sua posição como protagonista da criptoeconomia latino-americana. Segundo o relatório 2025 Geography of Cryptocurrency Report, da Chainalysis, o país movimentou US$ 318,8 bilhões em criptoativos entre julho de 2024 e junho de 2025, um salto de 109,9% em relação ao ano anterior.
Esse crescimento é acompanhado pelo domínio das stablecoins, que representam mais de 90% dos fluxos de criptoativos nacionais. Mas, afinal, o que esses números revelam para o investidor brasileiro e como se preparar para esse cenário?

O Brasil na liderança regional

  • Volume movimentado: US$ 318,8 bilhões.

  • Crescimento anual: +109,9%.

  • Comparação regional: Brasil supera Argentina (US$ 93,9 bi), México (US$ 71,2 bi), Venezuela (US$ 44,6 bi) e Colômbia (US$ 44,2 bi).

Esse protagonismo reforça o Brasil como motor da criptoeconomia na América Latina, além de colocá-lo entre os cinco países que mais adotam criptomoedas no mundo.

O papel das stablecoins

As stablecoins já representam mais de 90% dos fluxos brasileiros, servindo como principal meio de pagamentos e remessas internacionais.
Isso mostra que o uso das criptos vai além da especulação: elas estão cada vez mais ligadas ao dia a dia econômico, especialmente em contextos de volatilidade cambial.

Regulação e segurança

Outro ponto destacado pela Chainalysis é a base regulatória brasileira em evolução.

  • Implementação da Lei de Ativos Virtuais (2022/2023).

  • Consultas públicas nº 109, 110 e 111 realizadas em 2024.

  • Expectativa de novas regras até o fim de 2025, com o Banco Central como autoridade responsável pelo AML/CFT.

Esse avanço regulatório fortalece a confiança de investidores e instituições, tornando o ambiente cripto brasileiro mais seguro e transparente.

Impacto para o investidor

O crescimento de mais de 100% em apenas um ano reforça a necessidade de os investidores estarem atentos à regularização fiscal.
O aumento da adoção vem acompanhado de maior fiscalização por parte da Receita Federal, especialmente sobre operações em stablecoins e exchanges.
👉 Aqui entra a importância da Declare Cripto: nossa plataforma ajuda você a cumprir todas as exigências legais, calcular tributos e evitar riscos de multas, com praticidade e segurança.

Conclusão

O Brasil se consolida como potência na criptoeconomia global, com crescimento acelerado, stablecoins dominando o mercado e uma regulação mais robusta. Para o investidor, isso representa oportunidades, mas também responsabilidades fiscais cada vez maiores.
Se você investe em cripto, o momento de se preparar é agora. A Declare Cripto conecta você à conformidade fiscal de forma simples, segura e eficiente.


Perguntas Frequentes

O que significa o Brasil ter movimentado US$ 318,8 bilhões em cripto?

Isso mostra a expansão do mercado cripto no país e a consolidação do Brasil como líder regional e destaque global.

Por que as stablecoins dominam o mercado brasileiro?

Porque elas oferecem estabilidade, facilitam pagamentos e remessas internacionais, reduzindo a volatilidade típica de outras criptomoedas.

Preciso declarar stablecoins à Receita Federal?

Sim. Stablecoins também são criptoativos e estão sujeitos às regras de declaração e tributação no Brasil.

Como a Declare Cripto pode me ajudar?

A plataforma automatiza o cálculo de tributos, integra diversas exchanges e garante conformidade com a Receita, evitando multas e dores de cabeça.

Inteligência Artificial da Receita Federal Identifica R$ 11 Bilhões em Evasão Fiscal com Criptoativos

A fiscalização de criptoativos no Brasil mudou. E a mudança é grande. A Receita Federal agora usa um poderoso sistema de inteligência artificial para analisar todas as operações. E ele já encontrou R$ 11 bilhões em inconsistências.

Isso muda tudo para quem investe.

O que o novo sistema faz?Ele conecta as informações. De um jeito que antes era impossível.O sistema cruza os dados que sua corretora envia com os do seu banco e com a sua declaração de imposto de renda. Se algo não estiver alinhado, ele identifica na hora.

Uma nova era para a fiscalização.Antes, a fiscalização era feita por amostragem. Uma verificação aqui, outra ali. Agora, a análise é completa e automática. Para todos.Isso significa que a precisão nas informações nunca foi tão importante.

A importância da conformidade.Manter o controle de cada compra, venda e permuta é um trabalho complexo. Calcular cada imposto, mais ainda. E um pequeno erro pode se transformar em um grande problema com o novo sistema da Receita.Neste novo cenário, a organização e o cálculo preciso dos ganhos são o caminho mais seguro para o investidor. A tecnologia de fiscalização avançou. A melhor resposta é usar a mesma precisão a seu favor, garantindo que suas informações estejam sempre corretas e alinhadas com as novas regras do jogo.

Banco Central Identifica Movimentação Atípica de R$ 14 Bilhões em Criptoativos e Emite Alerta ao Mercado

Neste domingo (17), o cenário regulatório de criptoativos no Brasil foi movimentado por uma notícia de grande relevância. O Banco Central (BC) emitiu um alerta sobre uma movimentação financeira atípica no valor de R$ 14 bilhões, realizada por meio de uma corretora de criptoativos que atua no país.

A informação, divulgada inicialmente pela colunista Mariana Barbosa do portal UOL, acende um debate fundamental sobre a importância da conformidade (compliance) e da transparência nas operações com ativos digitais. Para os investidores, entender o ocorrido é crucial para navegar com mais segurança no mercado.

O Que Aconteceu?

De acordo com o comunicado do Banco Central, a instituição identificou um volume expressivo e incomum de recursos sendo processados por uma exchange de criptomoedas internacional com operação no Brasil. O montante de R$ 14 bilhões teria sido movimentado durante o primeiro semestre deste ano.

O alerta do BC foi direcionado ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, indicando que as operações podem ter sido utilizadas para atividades ilícitas, como evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A autoridade monetária destacou que as transações eram realizadas de forma fracionada, com o objetivo de burlar os mecanismos de controle e os limites operacionais do sistema de pagamentos. Embora o nome da corretora não tenha sido divulgado oficialmente pelo BC no alerta, a reportagem do UOL aponta se tratar da Binance.

Qual o Impacto para o Investidor e o Mercado?

Este episódio reforça a crescente atenção que os órgãos reguladores, como o Banco Central e a Receita Federal, estão dedicando ao mercado de criptoativos. O que isso significa na prática?

  • Aumento da Fiscalização: Eventos como este tendem a intensificar a fiscalização sobre as operações de todas as corretoras e investidores. A capacidade dos reguladores de rastrear e identificar atividades suspeitas está cada vez mais sofisticada.
  • A Importância de Corretoras com Compliance Robusto: A escolha de uma exchange para operar deixa de ser apenas uma questão de taxas e liquidez, e passa a ser, fundamentalmente, uma questão de segurança e conformidade regulatória. Corretoras que investem em processos rigorosos de KYC (Know Your Customer) e AML (Anti-Money Laundering) oferecem um ambiente mais seguro para seus usuários.
  • Reforço da Necessidade de Declaração: A notícia sublinha a importância de manter um registro transparente e declarar corretamente todas as operações com criptoativos, conforme a Instrução Normativa 1888 da Receita Federal. Operar de forma transparente é a melhor proteção para o investidor.

O Cenário Pós-Alerta

Este evento marca um ponto de inflexão na supervisão do mercado de criptoativos no Brasil. A mensagem dos reguladores é clara: a fase de baixa supervisão terminou, e a conformidade será cada vez mais exigida de empresas e investidores.

Para o investidor, a conclusão é que a diligência e a transparência são, mais do que nunca, ferramentas essenciais de gestão de risco. Manter um registro detalhado das operações e estar em dia com as obrigações fiscais não é apenas uma exigência legal, mas a base para garantir a segurança e a legitimidade do seu patrimônio em ativos digitais. A Declare Cripto continuará monitorando os desdobramentos para manter a comunidade informada.

CriptoJud não “penhora sozinho”: O que o novo sistema do CNJ muda (de verdade) para quem investe em cripto

O Conselho Nacional de Justiça lançou, em 5 de agosto, o CriptoJud — um ambiente eletrônico que centraliza o envio de ordens judiciais a corretoras e viabiliza a consulta on-line sobre eventual posse de criptoativos por devedores. A promessa é substituir o antigo ritual de oficiar corretora por corretora por um fluxo único, rastreável e integrado à Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJBr). Segundo o CNJ, além do despacho automatizado das ordens, o projeto evoluirá para custódia judicial dos ativos e, na fase final, liquidação em reais, sempre sob padrões elevados de segurança cibernética. Em outras palavras: o CriptoJud organiza e acelera o que já existia — ele não cria a penhora; apenas facilita o cumprimento de decisões que continuam a depender de um juiz.

Essa distinção importa. A penhora não é “do CriptoJud”. É do Poder Judiciário, e o novo sistema atua como infraestrutura para localizar, notificar, custodiar e, se for o caso, converter criptoativos decididos em sentença. O próprio lançamento enfatizou que, antes, para descobrir se um devedor tinha cripto, os tribunais precisavam expedir ofícios individualmente a cada plataforma; agora, o acesso se dá de forma simultânea e com rastreabilidade integral das comunicações. O resultado esperado é mais rapidez e precisão — valores essenciais em execuções judiciais que lidam com um mercado de alto valor e crescente complexidade.

Relatos da imprensa especializada repetem o alinhamento: o CriptoJud é visto como o “SisbaJud das criptomoedas”, concentrando a interlocução com exchanges, evitando falhas e atrasos na entrega e no cumprimento de ordens. A ideia é padronizar bloqueios por ordem judicial, acelerar a custódia em contas judiciais e preparar a liquidação quando o processo exigir — sempre por determinação do juízo.

Não é novidade “poder penhorar”; novidade é fazer direito e rápido

É importante reforçar: penhorar cripto sempre foi possível no Brasil. O CNJ explicitou isso no lançamento e posicionou o CriptoJud como um salto operacional: a tecnologia não muda o direito, muda a eficiência. Isso reduz o espaço para falhas procedimentais (como ofícios que “se perdem”) e aumenta a auditabilidade de quem enviou, recebeu e cumpriu cada ordem.

Risco de excessos? Sim — e é por isso que a trilha documental do investidor precisa estar em dia

Num ambiente em que decisões judiciais podem refletir debates politizados e, não raro, lacunas de compreensão sobre a própria natureza dos criptoativos, o risco de ordens amplas demais ou mal delimitadas não é teórico. As confusões mais comuns incluem equiparar autocustódia a custódia de exchange, tratar movimentação intrapatrimonial (entre carteiras do mesmo titular) como alienação, atribuir automaticamente má-fé a usos de bridges ou mixers sem análise de contexto, ou ainda presumir que todo provedor de infraestrutura (nó, relayer, RPC) seja custodiante. O CriptoJud não decide nada disso por si: ele executa a ordem que recebeu. Por isso, o melhor antídoto contra excessos é a prova técnica — antes, durante e depois de qualquer medida.

Na prática, isso significa manter documentação proativa e auditável: identificação clara de carteiras de titularidade, comprovação de proveniência dos fundos (extratos de exchange, txids, memos), reconciliação do histórico (desde 2019, IN 1.888), explicação técnica de eventos não onerosos (transferências, bridges, swaps sem realização de ganho), e linhas do tempo que conectem cada hash a um fato contábil-jurídico. Com esse compliance pack na mão, o investidor/contribuinte consegue impugnar bloqueios exagerados, delimitar o escopo da constrição e exercer contraditório e ampla defesa com base em critérios objetivos (adequação, necessidade e proporcionalidade). Em suma: boa técnica reduz espaço para arbitrariedade. O CriptoJud organiza; sua documentação protege.

Proteção real contra golpes e crimes financeiros

Se por um lado é natural temer bloqueios indevidos, por outro há o benefício claro de proteger vítimas. O Brasil viu grandes pirâmides ruírem, como a Braiscompany, cujos líderes foram presos na Argentina, e a G.A.S. Consultoria, ligada ao “Faraó do Bitcoin”, que teria movimentado dezenas de bilhões em esquema ilícito. Em casos assim, localizar rapidamente ativos digitais ligados aos investigados faz diferença para ressarcir prejudicados e evitar dissipação patrimonial.

Mais recentemente, hackers roubaram cerca de R$ 1 bilhão de contas mantidas no ecossistema conectado ao Banco Central e tentaram lavar parte dos recursos via cripto; a Polícia Federal rastreia centenas de contas relacionadas. Numa realidade de fraudes multiplataforma, um ponto único de contato do Judiciário com exchanges e custodiante encurta o tempo de resposta e dificulta a ocultação.

O que muda para o investidor/contribuinte de boa-fé

Para quem investe corretamente, a principal mudança é previsibilidade: ordens judiciais a respeito de cripto chegarão e serão cumpridas por canais oficiais, com logs e prazos mais claros. Isso reforça a necessidade de manter documentação impecável — especialmente o histórico desde 2019 (IN 1.888), classificação correta de eventos (venda, swap, staking), cálculo de custo médio, DARF/GCAP quando aplicável e prova inequívoca de origem e destino dos fundos. Quando a trilha contábil é sólida, uma eventual ordem não vira pesadelo: vira um procedimento com começo, meio e fim.

Como a Declare Cripto ajuda

A Declare Cripto atua justamente onde o CriptoJud não entra: na qualidade da informação. Transformamos dados brutos de exchanges e carteiras em um dossiê auditável, pronto para dialogar com Receita Federal, CVM/Bacen e, se necessário, Poder Judiciário. Nosso motor:

  • Diferencia venda de mera transferência, inclusive em pontes L2 e transações complexas, reduzindo o risco de leitura equivocada;
  • Reconcilia o histórico 2019-atual conforme a IN 1.888, calcula custo médio/ganho e gera DARF/GCAP;
  • Produz relatórios padronizados que evitam que um hash “sem contexto” seja interpretado como irregular.

Em termos claros: quando existe decisão judicial, o CriptoJud entrega e organiza; quando existe dúvida sobre a natureza da sua operação, a Declare explica e prova. Um sistema acelera a execução; o outro garante que você não seja confundido com quem tenta burlar o sistema.

O CriptoJud é bem-vindo como organizador/facilitador: ele não cria poderes novos, racionaliza os que já existiam — e, ao fazê-lo, melhora a proteção do público contra pirâmides e fraudes de grande escala. Ao investidor honesto, cabe o papel de jogar com transparência e manter provas do que cada transação é (e do que não é). Nesse encontro entre rapidez institucional e boas práticas do contribuinte, o mercado de cripto amadurece — com mais segurança para todos.

Leituras e fontes: anúncio oficial do CNJ com funcionalidades e cronograma; cobertura da imprensa especializada; casos Braiscompany e G.A.S. que ilustram o interesse público na recuperação de ativos; e reportagens sobre o golpe que atingiu contas ligadas ao BC e a tentativa de lavagem via cripto.

Congresso Nacional Discute Nesta Quarta-feira Novas Regras De Tributação Para Criptoativoss


O cenário regulatório para criptoativos no Brasil se prepara para um momento de grande importância. Foi agendada para esta quarta-feira, 6 de agosto, a audiência pública que debaterá a Medida Provisória (MP) nº 1.303/2025, proposta que dispõe sobre novas regras de tributação para ganhos de capital com ativos virtuais.

A Declare Cripto, como empresa integrante do ecossistema de tecnologia e finanças do país, acompanha com atenção e seriedade cada etapa do processo legislativo. Entendemos que a clareza regulatória é fundamental para a maturidade e o desenvolvimento sustentável do mercado. Por isso, compartilhamos com nossos clientes e com a comunidade um resumo do que esperar deste importante evento.

A Finalidade da Audiência Pública

A audiência pública é um procedimento padrão e essencial na tramitação de Medidas Provisórias. Seu objetivo é permitir que os membros da comissão mista, formada por deputados e senadores, ouçam as análises técnicas e as considerações de especialistas, representantes do governo e da sociedade civil.

Essa etapa é construtiva, pois fornece aos parlamentares uma visão aprofundada sobre os possíveis impactos da legislação. As informações apresentadas servirão como subsídio para o parecer do relator, documento que guiará a votação da MP no Congresso.

O Que Estará em Debate? 

A audiência pública servirá para que os parlamentares ouçam os fundamentos técnicos de ambos os lados. Espera-se que a discussão gire em torno dos seguintes pontos da perspectiva apresentada pelo Governo:

  • Alinhamento de Regras: A defesa da MP deve se basear na ideia de isonomia, buscando alinhar as regras de tributação dos criptoativos com as de outros ativos do mercado financeiro.

  • Simplificação do Cálculo: A proposta da alíquota fixa de 17,5% será apresentada como um mecanismo para simplificar o cálculo do imposto, em contraste com o modelo atual de alíquotas progressivas.

  • Equidade Fiscal: O fim da isenção para vendas de até R$ 35 mil mensais será justificado como uma medida de justiça fiscal, visando um tratamento tributário mais uniforme entre os diferentes tipos de ganhos de capital.

 

Ainda que o debate seja amplo, espera-se que a discussão se concentre em analisar a eficiência e os efeitos das principais alterações propostas pela MP, como:

Próximos Passos e Nosso Compromisso

Após a audiência, a comissão continuará seus trabalhos para a elaboração do parecer final antes que o texto siga para votação nos plenários da Câmara e do Senado.

A Declare Cripto reforça seu compromisso de atuar como uma fonte de informação clara e objetiva. Acreditamos que um ambiente de negócios seguro depende de regras bem definidas e do pleno entendimento de todos os participantes.

Recomendamos aos investidores que mantenham seus registros de operações organizados, prática que garante a preparação para qualquer cenário fiscal que venha a ser estabelecido. Continuaremos a monitorar os desdobramentos e publicaremos uma análise detalhada após a realização da audiência.

RENAN CALHEIROS foi o escolhido para presidir a comissão que analisará a MP 1303/2025

Congresso convoca audiência pública para debater MP que tributa criptomoedas

O Congresso Nacional confirmou a primeira audiência pública para discutir a Medida Provisória (MP) nº 1.303/2025, que institui uma alíquota fixa de 17,5 % de Imposto de Renda sobre ganhos com criptomoedas e outras aplicações financeiras.

O evento acontecerá em 6 de agosto, às 14h30, com transmissão ao vivo pelo canal do Senado no YouTube. A comissão mista encarregada do tema é presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB‑AL), com relatoria do deputado Carlos Zarattini (PT‑SP).

Motivo da discussão

Publicada em 11 de junho, a MP objetiva:

  • Eliminar a isenção mensal de IR sobre lucros de até R$ 35 mil com criptomoedas;
  • Unificar a tributação em 17,5 % para ativos digitais e outras aplicações antes variavelmente tributadas;
  • Aplicar 5 % de IR a investimentos que hoje são isentos (como LCA, LCI, CRI, CRA e debêntures incentivadas).

As regras passarão a valer a partir de 2026, e a apuração do imposto será feita de forma trimestral, com compensação de prejuízos permitida por até cinco trimestres anteriores. Participação pública e cronograma

Até esta terça-feira (22 de julho), o portal e‑Cidadania já registrava mais de 110 contribuições de cidadãos, em sua maioria contrários às mudanças.

Estão previstas ao todo quatro audiências públicas, seguindo um cronograma que visa finalizar o parecer até 26 de agosto, com votação final prevista para no máximo 8 de outubro de 2025.
Impactos esperados

Especialistas do setor afirmam que a MP pode afetar milhões de investidores, impactando especialmente aqueles de menor porte, que hoje se beneficiam da isenção.

Além disso, corretores locais podem enfrentar novos desafios operacionais: a proposta exige que exchanges brasileiras retenham IRRF sobre rendimentos de produtos como staking ou lending
Situação parlamentar

A MP entrou em regime de urgência em 26 de julho de 2025, suspendendo os trabalhos normais do Congresso até decisão final. Isso ressalta a urgência das discussões e a necessidade de análise rápida do tema pelos parlamentares.