Por Que Declarar Cripto Agora e Não Esperar Até Abril do IRPF

Introdução

O maior erro dos investidores em cripto? Achar que o IR só acontece em abril.
No universo das criptomoedas, o tempo não espera e a Receita também não. Deixar para resolver tudo na última hora pode custar caro: multas, juros acumulados e uma avalanche de documentos desorganizados.

A verdade é direta: o imposto sobre ganhos com criptoativos é mensal. E se você opera em corretoras estrangeiras, as exigências são ainda maiores, sem isenção e com necessidade de controle preciso.

Neste conteúdo, você vai entender:

  • Por que declarar mês a mês é o único caminho seguro

  • As diferenças reais entre corretoras nacionais e internacionais

  • Como a Declare Cripto, usada por mais de 5.000 investidores, automatiza esse processo com simplicidade e segurança

A Regra é Clara: Imposto Mensal com Diferenças Reais por Tipo de Corretora

Corretoras Nacionais (Brasil)

  • Transações reportadas automaticamente à Receita (IN RFB 1888/2019)

  • Isenção de imposto para vendas até R$ 35 mil/mês, desde que não haja lucro tributável

  • Lucrou acima disso? A alíquota varia de 15% a 22,5%

  • Pagamento via DARF até o último dia útil do mês seguinte

  • Não é permitido compensar prejuízos com lucros futuros

Corretoras Estrangeiras

  • Sem isenção: qualquer lucro é tributável, independentemente do valor

  • Alíquota fixa de 15% sobre o ganho de capital

  • Pagamento do imposto é feito na Declaração Anual (DIRPF)

  • Prejuízos podem ser compensados com ganhos internacionais do mesmo ano

  • Movimentações acima de R$ 30 mil/mês exigem declaração manual à Receita

Conclusão

No dinâmico mercado de criptoativos, a procrastinação fiscal é uma estratégia de alto risco.
A natureza mensal da tributação sobre ganhos exige uma abordagem proativa.
Ao se antecipar, você evita penalidades financeiras, garante uma declaração anual mais simples e obtém a clareza necessária para tomar melhores decisões de investimento.

A gestão fiscal contínua é o alicerce para investir de forma segura e sustentável.

FAQ

Preciso pagar imposto sobre cripto todo mês?

Não obrigatoriamente. O pagamento do imposto (via DARF) só é necessário no mês em que o total de suas vendas ultrapassar R$ 35.000 e houver lucro. Porém, o controle para verificar se você atingiu esse limite deve ser feito mensalmente.

O que acontece se eu não pagar a DARF de cripto no prazo?

O atraso no pagamento da DARF gera multa diária de 0,33%, limitada a 20% do valor do imposto, além de juros mensais baseados na taxa Selic. Quanto mais tempo você demora, maior o valor devido.

Vendi menos de R$ 35 mil em cripto. Preciso fazer alguma coisa?

Sim. Mesmo isento do pagamento de imposto nesse mês, é essencial manter o controle de suas operações para garantir que não ultrapassou o limite. Além disso, a posse dos criptoativos deve ser informada na Declaração Anual.

Existe diferença entre operar em corretora nacional e internacional?

Sim. Corretoras nacionais oferecem isenção de imposto para vendas até R$ 35 mil e têm transações reportadas automaticamente à Receita. Já em corretoras estrangeiras, qualquer lucro é tributável, sem isenção, e o controle deve ser feito manualmente.

Qual é a vantagem de declarar mensalmente?

Declarar e acompanhar as operações mês a mês evita multas e juros, facilita a declaração anual e garante mais clareza sobre seus resultados. Essa prática reduz riscos e ajuda a tomar decisões de investimento mais assertivas.

Brasil movimenta US$ 318,8 bilhões em cripto e cresce 109,9% em um ano: o que isso significa para investidores?

O Brasil acaba de consolidar sua posição como protagonista da criptoeconomia latino-americana. Segundo o relatório 2025 Geography of Cryptocurrency Report, da Chainalysis, o país movimentou US$ 318,8 bilhões em criptoativos entre julho de 2024 e junho de 2025, um salto de 109,9% em relação ao ano anterior.
Esse crescimento é acompanhado pelo domínio das stablecoins, que representam mais de 90% dos fluxos de criptoativos nacionais. Mas, afinal, o que esses números revelam para o investidor brasileiro e como se preparar para esse cenário?

O Brasil na liderança regional

  • Volume movimentado: US$ 318,8 bilhões.

  • Crescimento anual: +109,9%.

  • Comparação regional: Brasil supera Argentina (US$ 93,9 bi), México (US$ 71,2 bi), Venezuela (US$ 44,6 bi) e Colômbia (US$ 44,2 bi).

Esse protagonismo reforça o Brasil como motor da criptoeconomia na América Latina, além de colocá-lo entre os cinco países que mais adotam criptomoedas no mundo.

O papel das stablecoins

As stablecoins já representam mais de 90% dos fluxos brasileiros, servindo como principal meio de pagamentos e remessas internacionais.
Isso mostra que o uso das criptos vai além da especulação: elas estão cada vez mais ligadas ao dia a dia econômico, especialmente em contextos de volatilidade cambial.

Regulação e segurança

Outro ponto destacado pela Chainalysis é a base regulatória brasileira em evolução.

  • Implementação da Lei de Ativos Virtuais (2022/2023).

  • Consultas públicas nº 109, 110 e 111 realizadas em 2024.

  • Expectativa de novas regras até o fim de 2025, com o Banco Central como autoridade responsável pelo AML/CFT.

Esse avanço regulatório fortalece a confiança de investidores e instituições, tornando o ambiente cripto brasileiro mais seguro e transparente.

Impacto para o investidor

O crescimento de mais de 100% em apenas um ano reforça a necessidade de os investidores estarem atentos à regularização fiscal.
O aumento da adoção vem acompanhado de maior fiscalização por parte da Receita Federal, especialmente sobre operações em stablecoins e exchanges.
👉 Aqui entra a importância da Declare Cripto: nossa plataforma ajuda você a cumprir todas as exigências legais, calcular tributos e evitar riscos de multas, com praticidade e segurança.

Conclusão

O Brasil se consolida como potência na criptoeconomia global, com crescimento acelerado, stablecoins dominando o mercado e uma regulação mais robusta. Para o investidor, isso representa oportunidades, mas também responsabilidades fiscais cada vez maiores.
Se você investe em cripto, o momento de se preparar é agora. A Declare Cripto conecta você à conformidade fiscal de forma simples, segura e eficiente.


Perguntas Frequentes

O que significa o Brasil ter movimentado US$ 318,8 bilhões em cripto?

Isso mostra a expansão do mercado cripto no país e a consolidação do Brasil como líder regional e destaque global.

Por que as stablecoins dominam o mercado brasileiro?

Porque elas oferecem estabilidade, facilitam pagamentos e remessas internacionais, reduzindo a volatilidade típica de outras criptomoedas.

Preciso declarar stablecoins à Receita Federal?

Sim. Stablecoins também são criptoativos e estão sujeitos às regras de declaração e tributação no Brasil.

Como a Declare Cripto pode me ajudar?

A plataforma automatiza o cálculo de tributos, integra diversas exchanges e garante conformidade com a Receita, evitando multas e dores de cabeça.

Inteligência Artificial da Receita Federal Identifica R$ 11 Bilhões em Evasão Fiscal com Criptoativos

A fiscalização de criptoativos no Brasil mudou. E a mudança é grande. A Receita Federal agora usa um poderoso sistema de inteligência artificial para analisar todas as operações. E ele já encontrou R$ 11 bilhões em inconsistências.

Isso muda tudo para quem investe.

O que o novo sistema faz?Ele conecta as informações. De um jeito que antes era impossível.O sistema cruza os dados que sua corretora envia com os do seu banco e com a sua declaração de imposto de renda. Se algo não estiver alinhado, ele identifica na hora.

Uma nova era para a fiscalização.Antes, a fiscalização era feita por amostragem. Uma verificação aqui, outra ali. Agora, a análise é completa e automática. Para todos.Isso significa que a precisão nas informações nunca foi tão importante.

A importância da conformidade.Manter o controle de cada compra, venda e permuta é um trabalho complexo. Calcular cada imposto, mais ainda. E um pequeno erro pode se transformar em um grande problema com o novo sistema da Receita.Neste novo cenário, a organização e o cálculo preciso dos ganhos são o caminho mais seguro para o investidor. A tecnologia de fiscalização avançou. A melhor resposta é usar a mesma precisão a seu favor, garantindo que suas informações estejam sempre corretas e alinhadas com as novas regras do jogo.

Banco Central Identifica Movimentação Atípica de R$ 14 Bilhões em Criptoativos e Emite Alerta ao Mercado

Neste domingo (17), o cenário regulatório de criptoativos no Brasil foi movimentado por uma notícia de grande relevância. O Banco Central (BC) emitiu um alerta sobre uma movimentação financeira atípica no valor de R$ 14 bilhões, realizada por meio de uma corretora de criptoativos que atua no país.

A informação, divulgada inicialmente pela colunista Mariana Barbosa do portal UOL, acende um debate fundamental sobre a importância da conformidade (compliance) e da transparência nas operações com ativos digitais. Para os investidores, entender o ocorrido é crucial para navegar com mais segurança no mercado.

O Que Aconteceu?

De acordo com o comunicado do Banco Central, a instituição identificou um volume expressivo e incomum de recursos sendo processados por uma exchange de criptomoedas internacional com operação no Brasil. O montante de R$ 14 bilhões teria sido movimentado durante o primeiro semestre deste ano.

O alerta do BC foi direcionado ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, indicando que as operações podem ter sido utilizadas para atividades ilícitas, como evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A autoridade monetária destacou que as transações eram realizadas de forma fracionada, com o objetivo de burlar os mecanismos de controle e os limites operacionais do sistema de pagamentos. Embora o nome da corretora não tenha sido divulgado oficialmente pelo BC no alerta, a reportagem do UOL aponta se tratar da Binance.

Qual o Impacto para o Investidor e o Mercado?

Este episódio reforça a crescente atenção que os órgãos reguladores, como o Banco Central e a Receita Federal, estão dedicando ao mercado de criptoativos. O que isso significa na prática?

  • Aumento da Fiscalização: Eventos como este tendem a intensificar a fiscalização sobre as operações de todas as corretoras e investidores. A capacidade dos reguladores de rastrear e identificar atividades suspeitas está cada vez mais sofisticada.
  • A Importância de Corretoras com Compliance Robusto: A escolha de uma exchange para operar deixa de ser apenas uma questão de taxas e liquidez, e passa a ser, fundamentalmente, uma questão de segurança e conformidade regulatória. Corretoras que investem em processos rigorosos de KYC (Know Your Customer) e AML (Anti-Money Laundering) oferecem um ambiente mais seguro para seus usuários.
  • Reforço da Necessidade de Declaração: A notícia sublinha a importância de manter um registro transparente e declarar corretamente todas as operações com criptoativos, conforme a Instrução Normativa 1888 da Receita Federal. Operar de forma transparente é a melhor proteção para o investidor.

O Cenário Pós-Alerta

Este evento marca um ponto de inflexão na supervisão do mercado de criptoativos no Brasil. A mensagem dos reguladores é clara: a fase de baixa supervisão terminou, e a conformidade será cada vez mais exigida de empresas e investidores.

Para o investidor, a conclusão é que a diligência e a transparência são, mais do que nunca, ferramentas essenciais de gestão de risco. Manter um registro detalhado das operações e estar em dia com as obrigações fiscais não é apenas uma exigência legal, mas a base para garantir a segurança e a legitimidade do seu patrimônio em ativos digitais. A Declare Cripto continuará monitorando os desdobramentos para manter a comunidade informada.

CriptoJud não “penhora sozinho”: O que o novo sistema do CNJ muda (de verdade) para quem investe em cripto

O Conselho Nacional de Justiça lançou, em 5 de agosto, o CriptoJud — um ambiente eletrônico que centraliza o envio de ordens judiciais a corretoras e viabiliza a consulta on-line sobre eventual posse de criptoativos por devedores. A promessa é substituir o antigo ritual de oficiar corretora por corretora por um fluxo único, rastreável e integrado à Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJBr). Segundo o CNJ, além do despacho automatizado das ordens, o projeto evoluirá para custódia judicial dos ativos e, na fase final, liquidação em reais, sempre sob padrões elevados de segurança cibernética. Em outras palavras: o CriptoJud organiza e acelera o que já existia — ele não cria a penhora; apenas facilita o cumprimento de decisões que continuam a depender de um juiz.

Essa distinção importa. A penhora não é “do CriptoJud”. É do Poder Judiciário, e o novo sistema atua como infraestrutura para localizar, notificar, custodiar e, se for o caso, converter criptoativos decididos em sentença. O próprio lançamento enfatizou que, antes, para descobrir se um devedor tinha cripto, os tribunais precisavam expedir ofícios individualmente a cada plataforma; agora, o acesso se dá de forma simultânea e com rastreabilidade integral das comunicações. O resultado esperado é mais rapidez e precisão — valores essenciais em execuções judiciais que lidam com um mercado de alto valor e crescente complexidade.

Relatos da imprensa especializada repetem o alinhamento: o CriptoJud é visto como o “SisbaJud das criptomoedas”, concentrando a interlocução com exchanges, evitando falhas e atrasos na entrega e no cumprimento de ordens. A ideia é padronizar bloqueios por ordem judicial, acelerar a custódia em contas judiciais e preparar a liquidação quando o processo exigir — sempre por determinação do juízo.

Não é novidade “poder penhorar”; novidade é fazer direito e rápido

É importante reforçar: penhorar cripto sempre foi possível no Brasil. O CNJ explicitou isso no lançamento e posicionou o CriptoJud como um salto operacional: a tecnologia não muda o direito, muda a eficiência. Isso reduz o espaço para falhas procedimentais (como ofícios que “se perdem”) e aumenta a auditabilidade de quem enviou, recebeu e cumpriu cada ordem.

Risco de excessos? Sim — e é por isso que a trilha documental do investidor precisa estar em dia

Num ambiente em que decisões judiciais podem refletir debates politizados e, não raro, lacunas de compreensão sobre a própria natureza dos criptoativos, o risco de ordens amplas demais ou mal delimitadas não é teórico. As confusões mais comuns incluem equiparar autocustódia a custódia de exchange, tratar movimentação intrapatrimonial (entre carteiras do mesmo titular) como alienação, atribuir automaticamente má-fé a usos de bridges ou mixers sem análise de contexto, ou ainda presumir que todo provedor de infraestrutura (nó, relayer, RPC) seja custodiante. O CriptoJud não decide nada disso por si: ele executa a ordem que recebeu. Por isso, o melhor antídoto contra excessos é a prova técnica — antes, durante e depois de qualquer medida.

Na prática, isso significa manter documentação proativa e auditável: identificação clara de carteiras de titularidade, comprovação de proveniência dos fundos (extratos de exchange, txids, memos), reconciliação do histórico (desde 2019, IN 1.888), explicação técnica de eventos não onerosos (transferências, bridges, swaps sem realização de ganho), e linhas do tempo que conectem cada hash a um fato contábil-jurídico. Com esse compliance pack na mão, o investidor/contribuinte consegue impugnar bloqueios exagerados, delimitar o escopo da constrição e exercer contraditório e ampla defesa com base em critérios objetivos (adequação, necessidade e proporcionalidade). Em suma: boa técnica reduz espaço para arbitrariedade. O CriptoJud organiza; sua documentação protege.

Proteção real contra golpes e crimes financeiros

Se por um lado é natural temer bloqueios indevidos, por outro há o benefício claro de proteger vítimas. O Brasil viu grandes pirâmides ruírem, como a Braiscompany, cujos líderes foram presos na Argentina, e a G.A.S. Consultoria, ligada ao “Faraó do Bitcoin”, que teria movimentado dezenas de bilhões em esquema ilícito. Em casos assim, localizar rapidamente ativos digitais ligados aos investigados faz diferença para ressarcir prejudicados e evitar dissipação patrimonial.

Mais recentemente, hackers roubaram cerca de R$ 1 bilhão de contas mantidas no ecossistema conectado ao Banco Central e tentaram lavar parte dos recursos via cripto; a Polícia Federal rastreia centenas de contas relacionadas. Numa realidade de fraudes multiplataforma, um ponto único de contato do Judiciário com exchanges e custodiante encurta o tempo de resposta e dificulta a ocultação.

O que muda para o investidor/contribuinte de boa-fé

Para quem investe corretamente, a principal mudança é previsibilidade: ordens judiciais a respeito de cripto chegarão e serão cumpridas por canais oficiais, com logs e prazos mais claros. Isso reforça a necessidade de manter documentação impecável — especialmente o histórico desde 2019 (IN 1.888), classificação correta de eventos (venda, swap, staking), cálculo de custo médio, DARF/GCAP quando aplicável e prova inequívoca de origem e destino dos fundos. Quando a trilha contábil é sólida, uma eventual ordem não vira pesadelo: vira um procedimento com começo, meio e fim.

Como a Declare Cripto ajuda

A Declare Cripto atua justamente onde o CriptoJud não entra: na qualidade da informação. Transformamos dados brutos de exchanges e carteiras em um dossiê auditável, pronto para dialogar com Receita Federal, CVM/Bacen e, se necessário, Poder Judiciário. Nosso motor:

  • Diferencia venda de mera transferência, inclusive em pontes L2 e transações complexas, reduzindo o risco de leitura equivocada;
  • Reconcilia o histórico 2019-atual conforme a IN 1.888, calcula custo médio/ganho e gera DARF/GCAP;
  • Produz relatórios padronizados que evitam que um hash “sem contexto” seja interpretado como irregular.

Em termos claros: quando existe decisão judicial, o CriptoJud entrega e organiza; quando existe dúvida sobre a natureza da sua operação, a Declare explica e prova. Um sistema acelera a execução; o outro garante que você não seja confundido com quem tenta burlar o sistema.

O CriptoJud é bem-vindo como organizador/facilitador: ele não cria poderes novos, racionaliza os que já existiam — e, ao fazê-lo, melhora a proteção do público contra pirâmides e fraudes de grande escala. Ao investidor honesto, cabe o papel de jogar com transparência e manter provas do que cada transação é (e do que não é). Nesse encontro entre rapidez institucional e boas práticas do contribuinte, o mercado de cripto amadurece — com mais segurança para todos.

Leituras e fontes: anúncio oficial do CNJ com funcionalidades e cronograma; cobertura da imprensa especializada; casos Braiscompany e G.A.S. que ilustram o interesse público na recuperação de ativos; e reportagens sobre o golpe que atingiu contas ligadas ao BC e a tentativa de lavagem via cripto.

EUA aprovam marco cripto: stablecoins legais, regras SEC/CFTC e veto ao dólar digital

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos concluiu, em 17 de julho, a chamada “crypto week”, aprovando três projetos que podem redesenhar o mercado global de ativos digitais — o GENIUS Act, o CLARITY Act e o Anti‑CBDC Surveillance State Act. O primeiro já se converteu em lei federal, enquanto os dois últimos aguardam deliberação no Senado.

O GENIUS Act (Guiding & Establishing National Innovation for U.S. Stablecoins) é agora a primeira norma nacional para stablecoins nos EUA, assinada pelo presidente em 18 de julho. Exige reservas 1:1 em ativos muito líquidos, relatórios mensais de transparência e licença federal ou estadual específica para emissores — inclusive estrangeiros que queiram oferecer tokens pareados ao dólar no território norte‑americano.

O CLARITY Act (Digital Asset Market Clarity Act of 2025) passou na Câmara na mesma sessão, mas ainda precisa do aval do Senado. O texto define quando um token será tratado como valor mobiliário sob a SEC ou como commodity digital sob a CFTC, cria processo de registro acelerado para corretoras que negociem commodities digitais e garante o direito de autocustódia ao investidor.

Já o Anti‑CBDC Surveillance State Act — aprovado pela Câmara por margem estreita — proíbe o Federal Reserve de lançar ou mesmo pilotar uma moeda digital de banco central voltada ao varejo sem autorização expressa do Congresso, alegando proteção da privacidade financeira dos cidadãos; o projeto também segue para o Senado.

Por que essa agenda importa fora das fronteiras norte‑americanas, especialmente para o Brasil? Primeiro, porque a transparência exigida pelo GENIUS Act cria uma referência mundial: stablecoins dolarizadas terão de publicar a composição das reservas todo mês, sob risco de sanções. Esse padrão tende a irradiar‑se — o investidor brasileiro passa a exigir o mesmo nível de clareza e as autoridades locais ganham argumento para apertar a verificação de lastro. A Declare Cripto já incorpora relatórios de reserva quando reconcilia dados de exchanges e, ao converter informações brutas em arquivo compatível com a IN 1.888, entrega ao contribuinte o mesmo grau de evidência que agora será obrigatório nos EUA.

Segundo, a coordenação SEC/CFTC proposta no CLARITY Act oferece um roteiro que a CVM, o Banco Central e a Receita Federal podem observar. Se os norte‑americanos conseguirem dividir de forma funcional a supervisão de valores mobiliários tokenizados e de commodities digitais, o debate brasileiro — hoje disperso entre sandbox regulatório, Drex e regras de valores mobiliários — ganha um exemplo concreto. A arquitetura de dados que a Declare Cripto utiliza já classifica cada ativo segundo critérios de “security token”, “commodity token” e “payment stablecoin”, facilitando a exportação de relatórios para qualquer regulador que adote taxonomia semelhante.

Por fim, a rejeição legislativa a uma CBDC de varejo nos EUA cria uma rota alternativa ao real digital. Se o Senado mantiver o tom da Câmara, o Fed ficará impedido de lançar um dólar digital para o consumidor final, reforçando o modelo de stablecoins privadas reguladas. No Brasil, onde o Drex avança com testes de atacado e retalho, esse sinal pode influenciar a decisão sobre até onde levar a carteira pública do cidadão. De qualquer forma, a transparência continuará no centro: seja Drex, seja stablecoin bancária, o que os reguladores buscarão é a capacidade de auditar fluxos em tempo real — exatamente o que a Declare Cripto já faz ao transformar cada hash em linha contábil legível para Receita Federal, Bacen ou CVM.

Em síntese, os EUA estão prestes a fornecer “regras da estrada” que faltavam ao mercado cripto. A partir delas, o investidor brasileiro ganha mais clareza sobre quais stablecoins são realmente seguras, quais tokens podem ser listados sem risco de infração e qual modelo de moeda digital deve prevalecer.

Quem se antecipa, adotando o princípio de transparência que os norte‑americanos acabam de sacramentar, não apenas reduz litígios fiscais como se posiciona para dialogar sem atrito com quaisquer normas que o Brasil venha a atualizar.

A missão da Declare Cripto continua a mesma: converter dados dispersos em provas fiscais robustas para que o investidor honesto permaneça distinguido de qualquer operação obscura — agora com a vantagem de falar o mesmo dialeto regulatório que acaba de ganhar força em Washington.

Aumentam as criptos, aumentam as pressões

Nos últimos dias, o mercado de criptomoedas tem vivido um momento de grande valorização, especialmente com a recente alta histórica do Bitcoin. A moeda digital mais conhecida do mundo alcançou marcas surpreendentes, despertando o interesse de investidores de diferentes perfis e setores. No entanto, esse aumento no valor das criptos também está trazendo consigo um aumento significativo nas pressões, especialmente no que diz respeito à regulação e fiscalização dos criptoativos.

O Bitcoin, principal representante das criptomoedas, tem registrado ganhos impressionantes nos últimos meses, superando marcas de valorização que há pouco tempo pareciam distantes. O aumento no seu valor tem sido impulsionado por uma série de fatores, entre eles o crescente interesse institucional, a entrada de grandes players do mercado financeiro e a adoção de criptoativos por empresas de renome. Isso faz com que o mercado de criptomoedas se torne cada vez mais robusto e atraente para investidores em busca de diversificação de portfólio.
Além do Bitcoin, outras criptomoedas também apresentaram altas consideráveis, como o Ethereum e as chamadas altcoins, que têm atraído a atenção de investidores em busca de novas oportunidades. Esse crescimento tem gerado otimismo no mercado, mas também traz consigo novos desafios, especialmente no que se refere à regulação do setor.

Com o aumento da popularidade das criptomoedas e o crescimento do mercado, as autoridades regulatórias começaram a intensificar a pressão sobre os investidores e as empresas que operam com criptoativos. O foco das ações regulatórias se dá principalmente pela necessidade de combater crimes como lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e evasão fiscal, áreas onde as criptos podem ser mais suscetíveis devido à sua natureza descentralizada e muitas vezes anônima.
Nos últimos meses, o Brasil tem dado sinais claros de que está comprometido em intensificar a fiscalização sobre o setor. A adesão do Brasil ao CARF (Crypto Assets Reporting Framework) e outras iniciativas de consulta pública, como as consultas populares Decripto da Receita Federal e as consultas do Banco Central 109, 110, 111, sobre o registro e operação de Prestadoras de Serviços em Ativos Virtuais, têm gerado preocupações entre os investidores. Essas normas buscam regulamentar a forma como os criptoativos devem ser tratados para fins fiscais, tributários e de compliance, e indicam que o governo brasileiro está mais atento aos fluxos de capital envolvendo criptomoedas.

O mercado de criptoativos, ainda em sua fase de amadurecimento, enfrenta o desafio de se adaptar a um quadro regulatório em constante evolução, o que exige cautela por parte dos investidores, enquanto as autoridades fiscais e regulatórias de outros países também têm intensificado suas ações, impondo exigências de transparência e reportando transações de criptoativos. A conformidade com essas novas regras exige que os investidores se informem continuamente sobre as mudanças e ajustes regulatórios para evitar possíveis penalidades ou problemas legais.

À medida que as criptomoedas continuam a crescer e a atrair mais investidores, também aumentam as pressões dos reguladores. O recente aumento no valor do Bitcoin e de outras criptos tem demonstrado o enorme potencial desse mercado, mas também trouxe à tona a necessidade de uma maior supervisão. Com a emissão de novas normas e programas como o CARF e as consultas públicas como Decripto e BACEN, o cenário regulatório no Brasil e no mundo está se tornando cada vez mais rigoroso, exigindo maior atenção dos investidores para garantir a conformidade e a segurança jurídica.
Em meio a esse crescimento acelerado, é fundamental que os investidores de criptomoedas se mantenham informados sobre as mudanças regulatórias, pois o sucesso nesse mercado dependerá não apenas de estratégias financeiras, mas também de uma adaptação constante ao ambiente regulatório em evolução.

 

CRIPTO CONFORME, entenda as movimentações jurídicas e educacionais do mundo cripto.

A movimentação é grande no universo brasileiro das criptomoedas.

Acaba de ser publicado no Diário Oficial da União, a assinatura de acordo de cooperação técnica entre CNJ e ABCripto.

O Acordo tem 5 pilares de atuação:

(1) desenvolver ações educacionais conjuntas;

(2) desenvolver documentações educacionais e informativas conjuntas;

(3) desenvolver a realização de pesquisas, trabalhos acadêmicos e técnicos;

(4) desenvolver, incentivar à participação, utilização e o aperfeiçoamento de sistema eletrônico para a interligação do mercado de criptomoedas, criptoativos e ativos digitais ao poder judiciário, que tem por finalidade facilitar a tramitação de ofícios entre o Poder Judiciário e as Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (“PSAV”); e

(5) desenvolver, incentivar à participação, utilização e o aperfeiçoamento de sistema eletrônico que tem por finalidade a custódia e liquidação de criptomoedas, criptoativos e ativos digitais eventualmente constritos. 

Após as divulgações da criação do grupo de trabalho (GT Criptoativos) por meio da Portaria RFB nº 427, em junho de 2024 e do encontro da receita federal com as corretoras nacionais em 14 de agosto de 2024 que gerou o programa chamado CRIPTO CONFORME, o Poder Judiciário se faz presente através das iniciativas do CriptoJud e do acordo com a ABCripto.

É o momento oportuno de entendimentos dos investidores de criptoativos da importância em estarem atualizados e bem assessorados.

Nós da Declare Cripto estamos atentos e prontos pra auxiliar.

SOS Rio Grande do Sul – #JogandoJunto

Estamos acompanhando e vivendo na pela a tragédia que atingiu o nosso estado.

No entanto, também vemos a esperança nas muitas ações de solidariedade.
Nós da Declare Cripto estamos engajados na campanha #JogandoJunto pelo RS, uma iniciativa que une as forças do
Internacional, Grêmio e outras associações brasileiras, para ajudar as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

E agora, você também pode contribuir com doações em criptoativos.

A Associação Brasileira de Criptoeconomia, em parceria com diversas empresas do setor, está arrecadando doações em
Bitcoin, Ethereum, Chiliz e Tether. Essas doações são convertidas em reais e destinadas à Rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul.

Desde o início das mobilizações, no começo de maio, já arrecadamos mais de 1 milhão de reais. Com total transparência,
garantimos que cada doação faça a diferença.
Cada contribuição é monitorada e utilizada de forma eficiente, em parceria com a ONG Banco de Alimentos do Rio Grande
do Sul e a ABcripto.

A campanha #JogandoJunto pelo RS representa essa união de forças para trazer alívio e esperança.
O objetivo é ampliar as formas de doação e proporcionar apoio às vidas que foram afetadas por essa grande tragédia.

Faça sua doação clicando aqui: SOS RS – Abcripto

Não Declarou suas Criptomoedas? Saiba os Riscos

Não Declarou suas Criptomoedas? Saiba os Riscos

Não Declarou suas Criptomoedas? Saiba os Riscos! :atenção:


1. Multas Pesadas:
Omissão de criptoativos na declaração de imposto de renda pode resultar em multas de até 150% do valor devido.


2. Fiscalização Rigorosa:
A Receita Federal está cada vez mais eficiente na detecção de transações não declaradas, especialmente em criptoativos.

3. Penalidades Criminais:
Além de multas, a não declaração pode levar a processos criminais por sonegação fiscal, com risco de pena de prisão.

4. Perda de Credibilidade:
Problemas com a Receita Federal podem afetar sua reputação financeira e dificultar futuros investimentos e transações.

:megafone2: Regularize sua situação e evite complicações!

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